Pregão da Itaipu reúne paraguaios e brasileiros
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quarta-feira, 28 de julho de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Itaipu Binacional faz hoje, em Foz do Iguaçu, o primeiro pregão com a participação de empresários brasileiros e também paraguaios. Por causa da legislação própria que a hidrelétrica possui, ambos os países ficam sujeitos ao mesmo sistema de taxas e tributos, podendo participar igualmente da concorrência. A princípio, nove empresas do Brasil e dez do Paraguai vão participar da disputa. A Itaipu está adquirindo 425 pneus, nove câmaras de ar e 22 colarinhos protetores para pneus para a frota da usina. O valor máximo da compra é de R$ 91.288.
O superintendente de compras da Itaipu, Sérgio Kummer, acredita que as regras que estão sendo usadas para o pregão binacional da Itaipu podem ser adotadas pelo Mercosul, integrando ainda mais os países. O pregão é usado pela Itaipu no lugar das licitações convencionais porque é um modo mais rápido de efetivar a compra e, segundo Krummer, baixa em até 20% o custo dos produtos. Como os empresários têm que ir até a hidrelétrica dar seus lances, os preços diminuem. Na licitação cada empresa manda um valor fechado.
Os preços serão colocados tanto em real quando em guarani e transformados na hora para dólar. Isso para que todos os empresários possam entender. Diferente da licitação, que pode levar até seis meses para o negócio acontecer, a compra deve ser efetivada em 20 dias. Depois que o pregão acabar, o envelope com a documentação da empresa é aberta e se tudo estiver correto, o que também é verificado na hora, fica faltando apenas a assinatura do contrato.


