Prefixado ajudou a melhorar perfil do endividamento
Em junho, apesar do aumento do endividamento global, o perfil da dívida melhorou, não apenas por causa da redução da exposição cambial, mas também pelo aumento da participação de títulos prefixados, que subiu de 16,37% para 16,82% do total. Esse também é considerado um bom indicador pelos analistas econômicos porque a maior quantidade de papéis prefixados reduz a vulnerabilidade da dívida a variações bruscas de taxa de juros em momentos de turbulência do mercado financeiro. De maio para junho, o estoque de prefixados subiu de R$ 122,52 bilhões para R$ 127,55 bilhões.
Esse aumento é decorrente da emissão líquida de R$ 3,3 bilhões de títulos prefixados ocorrida no mês passado, quando o mercado financeiro voltou a demandar esse tipo de papel, depois da volatilidade vivida em abril e maio. A emissão total de títulos públicos em junho superou os resgates em apenas R$ 288 milhões. Devido a essa baixa emissão de títulos e à valorização de 0,69% do real frente ao dólar, o aumento de 1,31% da dívida foi basicamente associado ao chamado ''crescimento vegetativo'', que ocorre em razão da incorporação dos juros ao estoque de títulos.
O prazo médio da dívida registrou uma pequena queda no mês passado. Esse prazo, que era de 30,2 meses, em maio, caiu para 29,84 meses em junho. A queda reflete a retomada das emissões de papéis prefixados (LTNs) de curto prazo. Isso contribuiu para que a parcela da dívida com vencimentos de curto prazo sofresse uma pequena elevação. Dos R$ 758,19 bilhões que o governo deve, 42,28% vencerão nos próximos 12 meses. Em maio, esses vencimentos de curto prazo respondiam por 41,83% do estoque. (AE)





