Prefira caderneta e FIFs de 60 dias
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de janeiro de 1997
Sergio Lamucci<br> Agência Estado 
Com a CPMF, os fundos de 60 dias e a caderneta se consolidaram como as melhores opções de investimento no segmento de renda fixa.
Como ambos têm reaplicação automática, o dinheiro não retorna à conta corrente, não ficando sujeito ao tributo a cada vencimento, como os CDBs. O ideal é alongar o prazo das aplicações, para escapar da CPMF ou reduzir o impacto de sua cobrança.
Segundo o diretor de Mercado de Capitais do Banco Fenícia, Ricardo Sampaio Corrêa Filho, os juros deverão continuar caindo lenta e gradualmente este ano. Para quem optar pela renda fixa, o executivo do Fenícia indica os fundos de 60 dias. Segundo ele, essas aplicações tendem a render mais que a caderneta, ainda que nesta o poupador se beneficie de isenção da CPMF.
O administrador de carteiras da Sul-América Gestão de Recursos, Gustavo Jobim, recomenda os FIFs de 60 dias que alocam parte de seu patrimônio nos mercados derivativos. Essas aplicações podem oferecer ganhos de 10% a 20% acima do CDI, diz. Segundo ele, o risco que se corre nesses fundos é controlado.
Os analistas também recomendam que o investidor destine parte de seus recursos para as Bolsas de Valores, de preferência por meio de fundos de ações. Jobim entende que, se a reeleição não for aprovada, os mercados de ações tendem a subir 30% este ano. Se a emenda passar, é possível que as Bolsas avancem muito mais, repitindo o desempenho do ano passado, diz o executivo da Sul-América. Em 1996, o mercado acionário paulista apurou valorização de 63,76%.
Há outros fatores que devem beneficiar as Bolsas este ano, como a perspectiva de retomada da votação das reformas constitucionais no Congresso. Também deve haver privatizações importantes em 1997, como as da Companhia Vale do Rio Doce e das empresas do setor elétrico paulista. E Jobim aponta ainda outro fator que pode ajudar as Bolsas este ano: a eventual melhora do conceito do risco do País no mercado internacional.


