Após um mês de racionamento as prefeituras de Jacarezinho e Ribeirão Claro, ainda não conseguiram excluir seus municípios do plano de redução no consumo de energia elétrica adotado, através da resolução número 16, da Câmara de Gestão da Crise Energética do governo federal. As estratégias incluíram pedidos ao governador, a deputados federais e cartas para o CGE, mas mesmo assim os dois municípios permanecem incluídos no racionamento de energia elétrica.
O prefeito de Ribeirão Claro (24 quilômetros a leste de Jacarezinho), Mário Augusto Pereira (PTB), protocolou na sexta-feira, em Brasília, uma carta em que solicita a retirada do município do plano de racionamento. A redução no consumo já atinge 35% da iluminação pública. A prefeitura informou que além do setor de laticínios, o setor moveleiro também enfrenta dificuldades por causa do racionamento. Segundo ele, a redução no consumo de energia elétrica vai provocar prejuízos e desemprego no setor.
Em Jacarezinho, a prefeitura informou que o membro da CGE Euclides Scalco enviou uma carta para o município descartando qualquer possibilidade de revisão na medida. Segundo ele, o município é abastecido por uma distribuidora da região Sudeste e, por isso, não pode ser excluído da medida. A assessoria do prefeito José Antônio de Oliveira (PTB) disse que agora os esforços estão concentrados na mobilização de deputados federais.
No município, três –de cada cinco postes– estão desligados e a prefeitura está realizando a avaliação de novas medidas para reduzir o consumo. O chefe de gabinete Homero Pavan Filho disse que uma empresa do setor de metalurgia desistiu de se instalar no município por causa das medidas. Ele também avalia que outras empresas devem deixar a cidade por causa do racionamento.

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