Prefeitura subsidia vacinadores
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quarta-feira, 02 de maio de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
A Prefeitura de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, vai subsidiar o serviço dos vacinadores que vão percorrer as propriedades na campanha de vacinação contra aftosa, iniciada ontem. Os vacinadores vão percorrer as propriedades das comunidades de pequenos produtores a partir do dia 7 e o produtor vai pagar apenas o custo da dose (em torno de R$ 0,70) e o custo do seguro contra aftosa (R$ 0,25 por cabeça vacinada), informou Joel Reni Freire, da Secretaria da Agricultura do município.
Essa foi a estratégia traçada pelo Conselho de Sanidade Agropecuária do município para garantir a vacinação de 100% do rebanho local onde predominam propriedades com poucas cabeças de gado. Em campanhas anteriores, entre as preocupações da Secretaria Estadual da Agricutura estavam as propriedades com número pequeno de animais porque muitos produtores não compravam o frasco de vacinas, com um mínimo de dez doses, para vacinar apenas uma ou duas cabeças.
Para o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria Estadual da Agricultura, Luiz Carlos Hatschbach, o exemplo de São José dos Pinhais reflete uma das maiores mobilizações que já houve numa campanha de vacinação contra febre aftosa. Daí ele acredita que a imunização no Paraná alcance 100% dos animais, superando o índice da campanha passada que foi 98,5%. Ele atribui essa preocupação ao fato da febre aftosa rondar a região Sul do País, com focos na Argentina, Uruguai e Paraguai.
Hatschbach destacou que o Paraná é um dos Estados da região Sul com menos risco de ter a doença novamente porque ainda não suspendeu a vacinação como já ocorreu com Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ele insiste na defesa do seguro contra febre aftosa como uma precaução necessária para evitar prejuízos maiores como está ocorrendo na Europa.
Fazenda 7 mil A Secretaria da Agricultura do Paraná poderá recorrer aos serviços de um helicóptero para sobrevoar a Fazenda 7 Mil, no município de Jardim Alegre, região de Ivaiporã. O objetivo é garantir que todos os animais da fazenda, invadida pelo MST, sejam realmente vacinados contra febre aftosa nessa campanha de vacinação.
De acordo com o chefe do núcleo da Seab, Sergio Empinotti, os técnicos vão iniciar a vacinação na fazenda na próxima semana. Todos os animais imunizados serão marcados com tinta a óleo que não sai do couro do animal. Depois de encerrada a vacinação, uma equipe de peões com conhecimento da área vai percorrer toda a área da 7 Mil (5.854 ha) para ver se não tem nenhuma cabeça desgarrada que não tenha sido vacinada.
Em seguida, o sobrevôo de helicóptero poderá ser autorizadO pelo secretário da Agricultura, Antonio Poloni. A decisão visa acabar com a polêmica que surge a cada campanha de vacinação, em que os proprietários argumentam que o gado não foi vacinado. Segundo Empinotti, o secretário determinou que dessa vez quer um controle rigoroso da vacinação na 7 Mil. O custo da vacinação está sendo bancado pelo Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec).


