Prefeitura recorre contra horário especial
Cláudia Lopes
De Londrina
A prefeitura de Londrina deve entrar, entre hoje e amanhã, com recurso de apelação na 4ª Vara Cível contra a sentença do juiz Jefferson Alberto Johnsson, que autorizou o funcionamento do comércio em horário especial. A decisão foi anunciada ontem à tarde pelo procurador jurídico do município, Osmar Vieira, através de sua assessoria de imprensa.
A determinação judicial tem gerado controvérsia dentro da categoria. Muitos comerciantes estão se opondo ao horário especial, alegando que o aumento da carga de trabalho vai trazer prejuízos ao setor.
O empresário Felipe Nabhan, dono do Fred Magajeans, percorreu algumas lojas do centro ontem à tarde coletando assinaturas contra o horário especial. Dos 23 comerciantes visitados, 20 assinaram o documento, que deve ser entregue amanhã à Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
Já tivemos experiências anteriores que comprovaram que a mudança do horário não aumenta as vendas. Só gastamos mais com água, luz, telefone e horas-extras. O problema é que o poder aquisitivo do povo diminuiu, disse Nabhan. Queremos abortar o movimento pró-horário antes que as lojas comecem a funcionar aos sábados à tarde. Se um abrir, os concorrentes serão obrigados a abrir também e o prejuízo será total, enfatizou.
O proprietário da Verinha Confecções, Gilberto Rodrigues da Cruz, foi o terceiro empresário a assinar o documento. Sou contra porque todos os meus sete funcionários estudam à noite. Não podemos funcionar até às 19 horas.
Até o final da tarde de ontem, porém, a gerência de concessão e fiscalização de álvaras da prefeitura tinha recebido nove requerimentos de comerciantes solicitando o funcionamento nos mesmos horários das lojas de departamentos, ou seja, de segunda à sexta-feira das 8 às 19 horas e, aos sábados, das 9 às 18 horas.
Estes comerciantes pretendem estender o horário de funcionamento de suas lojas já no próximo sábado, segundo o técnico de planejamento da gerência de concessão e fiscalização, Edelcio Roberto Palhares. O proprietário da Móveis Brasília, Francisco Ontivero, foi um dos empresários a solicitar a licença. Durante um mês vou abrir minhas quatro lojas aos sábados à tarde como experiência. Acredito num acréscimo de vendas. Ele disse estranhar a posição dos quem são contra o novo horário. O horário especial não é uma imposição. Só abre quem quer.





