A Taveri Participações e Serviços Ltda ingressou com projeto na Secretaria Municipal de Obras para a construção de uma loja de comércio varejista no terreno do antigo Colossinho (região central de Londrina), do qual a empresa é proprietária. O projeto foi apresentado na última sexta-feira e, segundo Sebastiana Maria Liz Wawelberg, procuradora da Taveri, é relativo à construção de um supermercado da rede Wal-Mart.
Em agosto do ano passado, o terreno do antigo Colossinho foi considerado de utilidade pública através de decreto do prefeito Nedson Micheleti (PT), que deu a alegação de que seria construído um teatro municipal no local.
De acordo com Wawelberg, em abril de 2003 a Taveri já havia acertado a venda da área para a Wal-Mart. Na polêmica que se seguiu, no último dia 27 de maio o juiz da 7 Vara Cível, José Cichocki Neto, concedeu liminar derrubando o decreto, atendendo a ação popular.
O terreno tem área total de cerca de 14 mil metros quadrados. O projeto apresentado na Secretaria de Obras prevê um total de área construída de 20,8 mil metros quadrados, entre térreo, subsolo, mezanino, caixa d'água e marquises. A área computável é de 10,4 mil metros quadrados. De acordo com Wawelberg, o projeto foi ingressado com o nome da Taveri porque a escritura do terreno ainda não foi passada para a Wal-Mart. O dinheiro da compra - R$ 6 milhões - já teria sido depositado.
''A escritura do terreno ainda não foi transferida porque a prefeitura ainda pode recorrer (da decisão judicial que derrubou o decreto) e porque vamos aguardar a aprovação do projeto'', justificou a procuradora.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Gabriel Ribeiro de Campos, disse ontem que não estava sabendo do projeto. Ele não quis fazer mais comentários sobre o assunto e apenas citou que a prefeitura está dentro do prazo legal para contestar a liminar concedida por Cichocki.''Não creio que a Secretaria de Obras vai aprovar o projeto antes que saia uma decisão judicial definitiva sobre o terreno'', afirmou.
O secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, garantiu que o projeto da Taveri será analisado ''normalmente, como qualquer outro projeto de porte semelhante seria analisado''. Ele não quis dar prazos para a apreciação. Normalmente o prazo para análise de um processo é de 30 dias.
O procurador do município, Carlos Scalassara, disse ontem que a prefeitura irá tomar medidas jurídicas sobre a liminar que derrubou o decreto. ''Mas prefiro não falar por enquanto quais serão elas'', afirmou o procurador.

mockup