Prefeitura propõe troca de área para ampliação do aeroporto
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina propôs e a Infraero aceitou, nesta semana, "trocar" a desapropriação de parte da área residencial no Jardim Albatroz (zona sul) por uma faixa de terrenos rurais e, assim, viabilizar as obras de ampliação do Aeroporto Governador José Richa. O objetivo do município é baixar os custos de aquisição das áreas em cerca de R$ 13 milhões e o processo de entrega para a União, viabilizando a instalação do ILS (equipamento que auxilia em pousos).
A área poupada compreende 34 residências. De acordo com o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, o acordo veio após algumas reuniões e representa um avanço para viabilizar as obras necessárias e a aquisição do ILS, classificado por ele como "um anseio da população londrinense". "A Infraero disse que o ideal seria o terreno residencial, mas se não tem como, fomos ajustando as necessidades. Devemos economizar R$ 13 milhões", estima.
No entanto, 34 residências ainda estão nos planos de desapropriação e a Prefeitura precisará de cerca de R$ 31 milhões para adquirir toda a área ofertada. Segundo o presidente da Codel, "não há um centavo em caixa" para a operação e a Prefeitura estuda pedir financiamento junto à Agência de Fomento do Paraná. "Não temos prazo estabelecido, mas queremos viabilizar isso o mais rápido possível e, com o dinheiro em caixa, decretar os terrenos de utilidade pública", explica. Do total previsto pelo contrato entre Prefeitura e Infraero, falta desapropriar 200 mil metros quadrados.
Na área proposta agora, a Infraero prevê instalar uma área de apoio técnico, com equipamentos de manutenção, rampas, entre outros itens necessários para a operação. Segundo o superintendente local da empresa, Marco Pio, a área rural, que deverá ser desapropriada primeiro, não exclui a necessidade de uso da parte residencial. "Para operacionalizar o aeroporto precisamos daquela área, mas adiaremos. Quando sair a desapropriação, essa atual (rural) será transformada em pátio", explica.
O superintendente lembra que, para operacionalizar o aeroporto, são necessários mais que pátio e pista. "A face Norte toda precisa ser desapropriada", reafirma. Segundo Pio, com a liberação da área e a ampliação da pista dos atuais 2,1 mil metros para os esperados 2,7 mil metros o aeroporto estará pronto para receber o ILS.
"É um sistema caro e composto de muitos aparelhos, não temos como instalar antes da reforma da pista", justifica. Segundo o superintendente, a ausência de faixas laterais de proteção, hoje, impossibilitam a instalação do ILS. Pelo cronograma, Londrina só receberá o aparelho em 2019, no entanto, a Prefeitura trabalha para antecipar esse prazo. O superintendente da Infraero lembra que as obras da pista demorarão dois anos, quando autorizadas, por isso, não acredita em grande antecipação do prazo de instalação do equipamento.
Para Pio, o aeroporto apresenta hoje boas condições de uso para o fluxo de passageiros que recebe, no entanto, ampliações na área interna estão previstas. "No próximo ano será ampliada a sala de desembarque e já existe projeto para um novo terminal", afirma. O aeroporto de Londrina tem capacidade para receber até 2 milhões de pessoas; o objetivo é ter capacidade para 5 milhões.



