Compradores de imóveis da construtora Iguaçu do Brasil fizeram ontem à noite uma reunião em um hotel da cidade para colher assinaturas para um pedido de investigação na Prefeitura de Londrina. Os consumidores querem saber se houve omissão dos órgãos municipais responsáveis em relação ao caso de estelionato que envolve a construtora. Mais de 600 pessoas foram atingidas, com prejuízo estimado em mais de R$ 60 milhões, segundo os compradores. Terrenos onde a Iguaçu do Brasil estava construindo e comercializando seus imóveis não possuíam licença para loteamento e tinham falta de pagamento.
Na semana passada, a prefeitura já se mostrou disposta a receber a solicitação do grupo, quando os consumidores fizeram um protesto em frente ao prédio da administração. Na ocasião, os compradores foram recebidos pelo prefeito. O comerciante Eduardo Tomasetti, uma das vítimas do caso, estimou a presença de cerca de 100 pessoas na reunião de ontem.
O delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore, também estaria presente. A convite dos consumidores, ele ficaria à disposição para esclarecer dúvidas e falaria a respeito dos outros 11 inquéritos abertos para investigar os empreendimentos da construtora, assim como das medidas que estão sendo adotadas.

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