O secretário de Obras e Pavimentação de Londrina, Sandro Nóbrega, disse ontem que notificou a construtora Iguaçu do Brasil sobre a impossibilidade de a empresa negociar imóveis em condomínio da avenida Henrique Mansano, na zona norte. O motivo é que a Iguaçu não apresentou o projeto na Prefeitura para o loteamento e, por isso, não poderia comercializar residências na planta.
Funcionários da Iguaçu disseram que não havia possibilidade de responder especificamente sobre a licença do empreendimento. Porém, a empresa divulgou nota durante a tarde na qual nega irregularidades no pagamento de terrenos comprados para a construção de loteamentos e na entrega de imóveis em Londrina. No texto, a Iguaçu tratou como "ataques inverídicos e difamatórios" as denúncias feitas anteontem por cerca de 20 pessoas, junto ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de que construiria empreendimentos em áreas que ainda não estão registradas em nome da construtora e sobre as quais há atraso no pagamento.
Segundo dados da Prefeitura, a Iguaçu não tem alvará para construção tampouco fez o pedido de parcelamento do solo para o empreendimento Imperial Bourbon, na Henrique Mansano. "Nem deram entrada com projeto na secretaria", afirmou Nóbrega. Ele contou que enviou notificações à sede da empresa para pedir explicações sobre a comercialização das residências, por meio de cartas registradas, mas que não recebeu ainda informações sobre o rastreamento do documento.
Em nota, a Iguaçu do Brasil informa que a empresa é "séria, honrada e honesta, que se preocupa em entregar imóveis de qualidade", que todos os funcionários são registrados e tratados com seriedade, que honra todas as obrigações com impostos municipais, estaduais e federais, bem como com fornecedores. Diz, ainda, que entregará o condomínio Iguaçu neste mês, em 60 dias o Cristal e em no máximo 120 dias o Imperial da Hípica. Sobre o problema com pagamento de terreno, responde que se trata de difamação. "Recentemente, a construtora Iguaçu do Brasil LTDA adquiriu um imóvel para o lançamento de um novo empreendimento. No entanto, ao tomar posse da área, descobriu-se que a área comprada no papel era cerca de 10% menor do que a anunciada pelos vendedores, fato este que é discutido de maneira correta e justa junto à 9º Vara Cível de Londrina."
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) do Paraná informou que clientes que não consigam informações sobre imóveis comprados com corretores da empresa podem denunciá-los no órgão, sob risco de suspensão de licença dos profissionais. A Promotoria de Defesa do Consumidor também acompanha o caso.

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