Prefeitura negocia instalação do Wal-Mart
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O prefeito Nedson Micheleti (PT) informou ontem que a sua equipe está negociando diretamente com a direção do grupo Wal-Mart várias opções de terrenos em regiões da cidade. ''Não vai ser aquele projeto de lei (que não autoriza a instalação de grandes empreendimentos nas regiões central, Oeste e Sul) que vai impedi-los'', garantiu.
Conforme a FOLHA anunciou com exclusividade no mês passado, a rede americana estaria negociando um terreno na Zona Norte da cidade. Mas, independente desta transação, a postura adotada agora, segundo o prefeito, é evitar qualquer divulgação sobre o assunto para impedir informações desencontradas. No entanto, ele afirmou que a Prefeitura já deu sinal verde para a instalação do supermercado em ''opções viáveis'', cujos locais preferiu não revelar. ''O interesse deles (do Wal-Mart) é iniciar a obra ainda neste ano, só não sabemos se vai ficar pronto até o final do ano. Eles (o grupo) podem anunciar e esperamos que seja o quanto antes'', comentou.
Sobre o Colossinho, Nedson disse que ''a direção entendeu que ali não tinha condições. No centro da cidade não é cabível porque o supermercado movimenta veículos de alta capacidade de carga e em volume muito elevado'', observou Nedson. Além do centro da cidade, o prefeito garantiu que se o grupo apresentar um terreno que esteja delimitado pela lei municipal a construção será liberada desde que a rede construa os acessos e façam adequações na região a fim de reduzir os impactos que serão causados pela sua instalação. ''Mas eles estão procurando áreas que não afetem os vizinhos e podem ser em qualquer região da cidade, nas quatro regiões'', salientou.
A reportagem procurou o grupo Wal-Mart mas, através da assessoria de imprensa, a resposta foi de que a rede não confirma tampouco nega a intenção e as negociações para a instalação de supermercados na cidade.
Empregos
Além da instalação do Wal-Mart, o prefeito disse estar trabalhando para a instalação de novas indústrias e para a ampliação das empresas locais. Tanto que para este ano - o último da sua administração - a meta é gerar 7 mil novos empregos. O número seria uma ''meta equilibrada'', na sua avaliação. A demanda viria das empresas de tecnologia - eleita como o foco da sua gestão - e de crescimento da cidade como um todo, puxado também ''pelo bom momento vivido pela economia nacional''.
Nem mesmo as comparações com o município de Maringá (Região Noroeste), que no final do ano passado registrou número maior de empregos, tiraram o seu bom humor.''Não trabalhamos com concorrência. Torço por eles (Maringá) e espero que cresçam muito, que todas as cidades brasileiras cresçam muito. Estamos trabalhando por Londrina e preparando a cidade com infra-estrutura e atratividade para empresas de tecnologia e cada cidade tem a sua característica'', enfatizou o prefeito. Na sua avaliação, a prova do crescimento da cidade seriam os investimentos feitos pela iniciativa privada, que estariam ''bastante aquecidos'' nas áreas da construção civil e dos empreendimentos comerciais. ''Temos grandes projetos, mas estamos aguardando os empreendedores anunciarem'', comentou.


