Até meados do próximo ano Londrina terá um novo hotel 4 estrelas plus administrado pela rede internacional Blue Tree Caesar Towers. O superintendente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Alzir Bocchi, disse ontem à Folha que está sabendo das negociações entre o município e o grupo americano. A informação também foi confirmada por empresários.
O anúncio oficial do investimento será feito nos próximos dias pelo prefeito Antonio Belinati. A reportagem apurou que a assinatura do contrato com a rede depende de detalhes finais, que serão acertados brevemente. O hotel, localizado na Avenida JK entre as ruas Pará e Pio XII, região central, terá 130 apartamentos e seis salas de convenções. O projeto arquitetônico será estilizado em forma de escuna.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento (Codel), José Cândido Miller Júnior, não confirma nem desmente o nome do grupo. Ele disse negociar a construção de quatro hotéis internacionais: três redes americanas e uma européia. Além do Caesar Towers, a Folha apurou que a Codel negocia com a Intercontinental e com o Hilton.
No mês passado, Miller esteve nos Estados Unidos conversando com representantes das três redes. ‘‘As negociações estão adiantadas’’. Segundo ele, caso todos os grupos decidam instalar hotéis em Londrina, a cidade teria um acréscimo de até 800 leitos.
A BSH Consultoria Hoteleira, de São Paulo, elaborou recentemente uma pesquisa de mercado em Londrina para investidores brasileiros interessados em construir um hotel de uma rede internacional. Apesar do proprietário da BSH, José Ernesto Marino Neto, não divulgar o nome da rede, a reportagem apurou que o grupo seria o Hilton.
‘‘Os investidores devem decidir se Londrina receberá este novo hotel até o final deste semestre’’, disse Marino Neto. Segundo ele, o investimento será de US$ 10 milhões. ‘‘Fizemos estudos em 40 cidades do País e recomendamos apenas cinco. Londrina é uma delas’’. A BSH presta consultoria na área de desenvolvimento e planejamento em hotelaria.
Alzir Bocchi, do Sindicato, lembra que a cidade precisará de novos leitos quando o Centro de Eventos estiver funcionando. ‘‘Por enquanto, nossa ocupação média é de 60%. Estamos vivendo uma situação atípica por causa da realização da Movelpar’’. Londrina tem cerca de quatro mil leitos. (C.L. e P.L.)

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