|
  • Bitcoin 105.871
  • Dólar 5,2239
  • Euro 5,4735
Londrina

Economia

m de leitura Atualizado em 15/06/2022, 16:37

Prefeitura lança PMI do Parque Tecnológico de Londrina

Empreendimento será instalado em parceria entre a Cohab e iniciativa privada; estudo de viabilidade deverá será entregue em 120 dias

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de junho de 2022

Reportagem local
AUTOR autor do artigo

Foto: Rodolfo Gaion / CMTU
menu flutuante

A Prefeitura de Londrina lançou, nesta quarta-feira (15), o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para a implantação do projeto do Parque Tecnológico de Londrina, que será instalado na antiga Fazenda Refúgio (zona sul). 

O lançamento do PMI permite obter estudos, parâmetros e diretrizes completos a partir dos quais será possível estabelecer um plano de negócios viável, com a modelagem econômica e jurídica que irá estruturar a formação de parceria entre a Cohab-LD (Companhia de Habitação de Londrina), proprietária do terreno e que entrará no projeto como sócia-investidora, e o setor privado.

A partir de agora, a Cohab terá 30 dias para definir a empresa que fará o estudo de viabilidade, cujo prazo de entrega é de 120 dias. Com os estudos concluídos, a Cohab poderá lançar um edital para atrair investimento privado que visa a implantação e o desenvolvimento do Parque Tecnológico.  

Segundo o secretário municipal de Gestão Pública, Fábio Cavazotti, o PMI teve sua fase "invertida", respeitando-se regulamentação prevista em decreto municipal e lei federal. Dessa forma, os interessados se apresentam, e por meio de uma qualificação técnica, é feita a escolha da empresa que fará o estudo. "O PMI tem um custo para as empresas, elas concorrem 'no risco'. É uma forma de atrair empresas de mais experiência e reputação, inclusive internacional, avaliando portfólio, habilitação técnica e definindo a que tem melhores condições de realizar o estudo", explicou o secretário. 

O Parque Tecnológico da Fazenda Refúgio irá se somar ao Tecnocentro e ao Parque Tecnológico Francisco Sciarra. O empreendimento vai ocupar uma área de 370 hectares, dos quais 60% são cobertos por mata nativa. As instalações ocuparão um terço da área e o restante ficará intocado, segundo Cavazotti. No local, serão instaladas empresas de economia limpa, como startups, incubadoras, institutos de ensino superior e de pesquisa científica, entre outros.   

O prefeito Marcelo Belinati destacou a iniciativa de criar uma concessão, unindo uma empresa privada ao poder público para a criação do Parque Tecnológico. "Hoje, 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do município vêm da área de tecnologia da informação. Londrina já se transformou em referência nacional e internacional nessa área e, com a Cidade Tecnológica, a ideia é potencializar esse setor", afirmou o prefeito. "Com um conjunto de ações, estamos implantando uma base muito sólida para o crescimento da cidade de Londrina", completou.  

No início dos anos 2000, a Fazenda Refúgio abrigou o início do programa de reciclagem em Londrina. Para lá, os recicladores destinavam todo o material coletado e no local era feita a separação. Hoje, a área está ociosa. De acordo com o presidente da Cohab-LD, Luiz Cândido de Oliveira, há 24 anos a companhia não recebe qualquer recurso por aquele terreno, considerado inviável para a construção de habitações de interesse social em função dos altos investimentos financeiros em infraestrutura que seriam necessários. 

A parceria com a iniciativa privada colocará a Cohab como acionista de uma fração dos recursos de investimento e as empresas privadas injetarão o capital em toda a infraestrutura. "Como acionista, a Cohab aufere lucros e parte desses lucros será revertida à companhia e investida no setor habitacional", disse Oliveira.  

Idealizador e coordenador do grupo que discutiu a Cidade Tecnológica, o ex-deputado federal e ex-secretário municipal de Governo, Alex Canziani, avalia que esse será "o maior legado da administração de Marcelo Belinati" ao desenvolvimento de Londrina. "Londrina tem um potencial muito maior (do que outras cidades do Estado que já possuem um parque tecnológico) porque a quantidade de ativos que temos é muito maior em termos de universidades públicas e privadas, o ecossistema como um todo, a organização que nós temos." A expectativa é que a estrutura tenha condições começar a operar a partir de 2024.  

Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1.