Prefeitura investe em infraestrutura
Para atrair novas empresas e manter as atuais, o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) diz que o Município tem investido em infraestrutura. ''É isso que as indústrias valorizam na hora de escolher uma cidade'', afirma o diretor de Ciência e Tecnologia do órgão, Marcus von Borstel.
Segundo ele, a cidade está disputando com outros dois municípios uma multinacional que vai gerar mil empregos. Na lista de pré-requisitos entregue na Prefeitura pelo estabelecimento está, em primeiro lugar, a qualidade da água, seguida da oferta de energia elétrica. Depois, vem o critério da qualidade de vida para os diretores, as condições de logística, o aeroporto e, por último, a doação de um terreno.
O diretor não revela o nome, nem o setor da empresa, mas diz que a negociação está sendo feita desde 2009.
O presidente da Codel, Rubens Bento, reconhece que o Município tem enfrentado dificuldades para atrair e manter empresas. Ele ressalta que até hoje o órgão tenta resolver questões ambientais relativas a terrenos doados na gestão anterior. Os problemas mais graves acontecem nos lotes 70 e 70 A, na zona leste, onde as empresas não podem construir porque a Prefeitura não fez a reserva legal da área.
Bento diz que o estoque de terrenos de interesse para a iniciativa privada está no limite em Londrina. ''As empresas querem terrenos às margens de rodovias por uma questão de logística.'' Por isso, segundo ele, a cidade está em desvantagem em relação a municípios vizinhos. ''Cambé e Ibiporã têm terrenos mais adequados neste sentido'', afirma.
Além de doar terrenos, a legislação permite à Prefeitura conceder isenção de IPTU durante 10 anos. ''Mas aí precisa ser um empreendimento que vai trazer muitos empregos ao Município'', afirma. Mas desde 2003, segundo a Codel, esse mecanismo não é usado, sinal de que há muito tempo a cidade não recebe grandes empreendimentos industriais.
A lei também permite à Prefeitura arcar com o aluguel de barracões para empresas. Atualmente, só a GBaby (fábrica na área de confecções) usufrui deste benefício. A Codel informa que o projeto para pagamento de aluguel a duas outras (Dedic e Veríssimo) está tramitando na Câmara. (N.B.)





