Prefeitura fornece 22 álvaras por dia
Cláudia Lopes
O empresário Emerson Piedade de Almeida abriu há dois meses a Neps Padaria e Lanchonete, na Cidade Universitária, zona sul de Londrina. Ele foi um dos 2.365 que obtiveram álvaras de licença na prefeitura este ano. Desde janeiro, a secretaria da Fazenda do município tem emitido cerca de 22 álvaras por dia.
Almeida investiu R$ 40 mil no negócio - o dinheiro é resultado de seis anos de trabalho como dekassegui. Cheguei do Japão no final do ano passado com a intenção de abrir a padaria, contou ele, que espera obter o retorno do investimento daqui a 2,5 anos. O ponto e a freguesia são excelentes. Com a renda mensal da padaria pago dois funcionários, todas as contas e ainda sobra dinheiro para reinvestir no negócio.
A proprietária da Lanchonete Renata, Helenilda Bauch de Almeida, retirou seu álvara em abril passado. Ela e o marido resolveram abrir o negócio para incrementar o orçamento doméstico da família. Meu marido trabalha com fretes e eu ficava em casa. Agora, faço salgados e administro a lanchonete, contou. O casal investiu cerca de R$ 4 mil na compra de um balcão frigorífico e no aluguel do ponto, que fica no Jardim Monte Belo, zona sul. O lucro está abaixo das minhas expectativas. Mas ainda é melhor do que ficar parada.
Dos 2.365 álvaras de licença concedidos neste ano no município, 786 foram para profissionais autônomos e 1.589 para novas empresas. Foram emitidos 367 álvaras em janeiro, 393 em fevereiro, 582 em março, 506 em abril e 527 em maio. Para o prefeito Antonio Belinati, os números mostram o grande momento vivido por Londrina, ao contrário da maioria das cidades brasileiras.
O secretário da Fazenda, Ismael Mologni, disse que a grande quantidade de álvaras se deve ao fato de vários funcionários estarem entrando em programas de demissão voluntária e o fato de não haver muitas perspectivas de crescimento nos empregos.





