Warren NabucoNove turmas, cada uma com 15 alunos, estão em andamento no SenaiO prefeito de Cianorte, Flávio Vieira (PPB), fechou um convênio com o Senai no mês passado, arcando com 50% do custo operacional do curso de qualificação de mão-de-obra para suprir a oferta de vagas nas indústrias da cidade. ‘‘Pagamos R$ 1,2 mil por cada turma de 15 alunos’’, conta o prefeito. Os outros 50% são subsidiados pelo Senai.
‘‘Queremos preparar a mão-de-obra desempregada de Cianorte para ocupar estes postos de trabalho’’, afirma Vieira. Há dois meses, ele diz ter sido procurado pelos empresários da cidade, que estavam preocupados com a falta de especialização de costureiros. ‘‘Muitas indústrias tiveram que contratar trabalhadores de cidades próximas como Terra Boa, Rondon e Japurá, pagando pelo transporte diário deles’’.
O coordenador do Senai de Cianorte, Aparecido Ribeiro, diz que nove turmas, cada uma com 15 alunos, estão em andamento. Com duração de 160 horas, o curso também tem estágio não-remunerado nas indústrias para que os alunos possam aprender a costurar seguindo o critérios de cada empresa. ‘‘Se eles se derem bem, podem ser contratados’’. Ribeiro diz que 40% dos alunos são homens.
Desempregado há três meses, Claudiomar Ferian, de 20 anos, resolveu fazer a capacitação no Senai. Na última sexta-feira, teve sua primeira aula de costura. Depois de 40 minutos em frente à máquina, ainda se mostrava sem jeito. ‘‘Mas vou aprender. O negócio parece fácil’’, disse. ‘‘O curso dá uma opção pra gente. Mesmo que eu não seja contratado por nenhuma empresa, posso comprar uma máquina e prestar serviço em casa’’.(C.L.)

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