Prefeitura e Iate têm prazo para acordo
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quarta-feira, 28 de maio de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Ficou decidido ontem, durante uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Londrina e o Iate Clube na 5 Vara Cível, que os envolvidos no processo têm dez dias (a partir de hoje) para encontrarem um valor comum para a ação de compensação que tramita no Fórum.
Os cálculos apresentados pelas partes, referente a um terreno desapropriado em 1978, são de R$ 1,95 milhão e R$ 2,09 milhões (diferença de pouco mais de 1% entre ambos). Na presença do juiz da 5Vara Cível, Alberto Júnior Veloso, as partes firmaram um acordo para revisão de cálculos dentro do prazo. ''É possível decidir sobre o caso somente se a dívida estiver líquida e certa'', disse Veloso.
Além do processo da 5 Vara (pedido de compensação do Iate), estão tramitando outras duas ações nas 3 e 4 Varas Cíveis (referentes a desapropriações indiretas) envolvendo o Iate e a Prefeitura. São nestas duas ações que a diferença entre os valores apresentados é bem maior (chega perto de R$ 1 milhão). Estiveram presentes na audiência de ontem o advogado do clube, Mário Cardoso, o procurador-geral do município, Carlos Scalassara, e a promotora Solange Vicentin.
O desentendimento começou no início dos anos 90, quando o Ministério Público ganhou uma ação civil que contestava a quantia paga pelo terreno, anulando a desapropriação indireta da área pelo ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida. Nessa fase, o imóvel já havia sido vendido à Sercomtel S.A, que pretendia usá-lo como centro de treinamento.
O terreno em litígio tem 1,4 mil metros quadrados e está ligado a outros 8,4 mil metros quadrados da Sercomtel S.A. A área total chegou a ser oferecida em leilão a um valor de R$ 4,14 milhões no último dia 13, mas não houve comprador interessado. Segundo o presidente da empresa, Francisco Roberto Pereira, 19 candidatos retiraram cópias do edital, mas os problemas judiciais teriam prejudicado as negociações.


