Prefeitura e Câmara negam culpa por atraso
A presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Regina Nabhan, diz que a cidade sofre ''o maior prejuízo'' pela não aprovação do novo Plano Diretor (PD). ''Temos urgência que esses projetos sejam aprovados'', afirma. Ela alega que o Ippul está ''conversando'' com os vereadores sobre a necessidade de eles agilizarem o processo. ''Todos os dias recebemos aqui no Ippul empreendedores que dependem do novo plano'', ressalta.
Segundo Regina, os vereadores estão fazendo alterações pontuais nos projetos enviados pelo Executivo, o que coloca em risco as propostas aprovadas nas conferências já realizadas com a participação da população. ''Todos tiveram oportunidade de participar nos bairros e nos distritos rurais. As reuniões e conferências foram amplamente divulgadas'', garante. De acordo com ela, as adequações nos projetos que dependiam do Executivo já foram realizadas.
Mas não é isso que diz o presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, vereador Joel Garcia (PP), ''O Ippul mandou um projeto de zoneamento totalmente equivocado. Pegaram um mapa de Londrina, coloriram e não discriminaram o zoneamento por rua no projeto'', critica. Por isso, o projeto retornou ao Executivo.
Para o vereador, se há atraso, a culpa é da Prefeitura. Garcia descarta a aprovação dos projetos a toque de caixa. ''O zoneamento está muito longe de ser aprovado. É uma discussão longa. E essa conversa que já houve debate não nos interessa. Nossa obrigação é realizar novas audiências públicas'', disse.
O vereador também criticou os empresários. Segundo ele, há vazios urbanos na cidade e nem seria necessário expandir o perímetro urbano. ''Por que os construtoras e as imobiliárias querem ir para o Jardim Botânico, onde nem há infraestrutura? Até quando vamos avançar para a Zona Sul para aplacar a fome voraz dos investidores?'', questiona.
O líder do prefeito na Câmara, Jairo Tamura (PSB), admite que o Executivo enviou os projetos à Câmara com alguns problemas. Ele exemplifica:''Num deles, diz-se que a distância entre duas pedreiras deve ser de mil metros, no outro está escrito que é de dois mil metros''.
O projeto do parcelamento do solo foi retirado, segundo ele, a pedido da Secretaria de Obras. E o de zoneamento, de acordo com o vereador, ainda não está na Câmara. ''Estamos pedindo agilidade na Secretaria de Governo'', garante o líder.
Tamura afirma que pelo menos o projeto de uso e ocupação do solo terá de passar por nova audiência pública. ''Vota-se em primeira discussão, faz-se a audiência, recolhe-se as propostas e depois votamos em segunda discussão'', salienta.
Ele alega que a atual administração municipal tomou posse (em 2009) com o processo de elaboração do novo PD já em atraso. Mesmo assim, o líder diz que todos os projetos serão aprovados ainda neste semestre. (N.B.)





