O diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Junior, garante que a Prefeitura de Londrina está fazendo a fiscalização ''não apenas dos ambulantes, mas de todo comércio irregular na cidade''. Este tipo de comércio, segundo ele, compreende qualquer atividade que utilize espaço público ''sem autorização''. E cita como exemplo as pessoas que vendem móveis e outros objetos em rotatórias e canteiros de avenidas.
Grotti esclarece que há vendedores ambulantes cadastrados na Prefeitura e, portanto, com autorização para trabalhar em determinados pontos. Entre eles estão os sorveteiros, os pipoqueiros, os vendedores de frutas e cachorro quente. E entre os irregulares cita os vendedores de CDs e DVDs piratas, de cintos, carteiras e outros artigos de couro, capas de celulares e redes.
O diretor da CMTU diz que a fiscalização com apreensão de mercadorias podem acontecer em vários dias da semana, sempre levando em conta o fator surpresa. Segundo ele, neste tipo de ação há necessidade da presença da Polícia Militar ''para garantir a integridade física não apenas dos fiscais mas dos próprios ambulantes''.
Grotti afirma que há ''meia dúzia'' de ambulantes que voltam a vender mercadorias ''apesar'' das constantes apreensões. Ele diz que foram apreendidos 500 CDs e DVDs piratas apenas com uma pessoa na semana passada.
Concorrência desleal - O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Rubens Benedito Augusto, diz que ''a entidade toda vida se posicionou contra as irregularidades no comércio'', o que inclui o comércio ambulante. O empresário classifica o comércio ambulante como ''concorrência desleal por trabalhar com produtos pirateados e contrabandeados'', especialmente CDs e DVDs. Isto, segundo ele,, ''está acabando com as locadoras de Londrina''.
Augusto faz questão de afirmar que ''o comércio ambulante é ruim para o comércio (formal) e a economia da cidade como um todo'' porque reduz a arrecadação de impostos e aumenta o desemprego. Ele argumenta que ''a cada emprego informal que surge, desaparecem três empregos formais''. O presidente da Acil lamenta que em Londrina ''o comércio ambulante está livre, enquanto outras cidades tomam providências contra este tipo de atividade''.
O empresário diz ainda que ''o contrabando e a pirataria enfraquecem a indústria nacional'', o que pode causar graves consequências nos próximos anos. (E.A.)

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