Prefeitura diz que apenas 600 empresas fecharam
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quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A Secretaria Municipal de Fazenda contestou a informação, publicada na edição de terça-feira que, de janeiro a maio deste ano, 909 empresas foram fechadas em Londrina. Segundo o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, neste ano 643 empresas encerraram suas atividades. A informação publicada pela Folha foi passada pelo Setor de Alvarás da Prefeitura mas, segundo Sella, ocorreu um erro naquele setor já que o sistema de informática do Executivo não permitiria o cruzamento de informações.
De acordo com o secretário, Fazenda e Alvarás adotam sistemas diferentes na baixa de empresas. A primeira adota as ''baixas de ofício''. ''Desde o ano passado decidimos adotar esse método. Mandamos a cobrança da taxa de renovação do alvará durante dois anos e, se a empresa não efetua o pagamento, emitimos uma carta de cobrança. Se não há resposta damos baixa'', explicou Sella.
Já o Setor de Alvarás cancela os alvarás somente de empresários e prestadores de serviço que procuram a Prefeitura espontaneamente. ''A Câmara aprovou ontem (terça-feira) uma autorização de empréstimo para contratação de um software que fará o gerenciamento das informações. A partir daí, haverá a integração do sistema'', informou o secretário.
De acordo com Sella, entre 2001 e 2002 foram concedidos 1,2 mil alvarás para empresas de mototáxi e muitos outros documentos foram concedidos para camelôs e artesãos. ''A maioria desse pessoal nunca pagou o alvará e muitos desses documentos estão sendo cancelados agora'', comentou. De qualquer forma, ele afirmou que neste ano mais de duas mil empresas se instalaram na cidade, gerando um saldo positivo.
Neste ponto, a informação é confirmada pela Agência do Trabalhador de Londrina. O gerente da agência, Mauro Viecili, disse que dados do Ministério do Trabalho mostram a abertura de 2.241 novas empresas neste ano. Sobre a geração de empregos, ele afirmou que há um saldo positivo de 2.516 novos empregos e não uma acomodação das vagas.


