O Banco do Povo de Maringá, projeto da administração municipal, começa a funcionar no próximo dia 11 de junho. O banco foi lançado oficialmente ontem e tem a proposta de fomentar micro e pequenas empresas que não têm acesso a crédito em instituições tradicionais. Na média, segundo o secretário de Governo da Prefeitura de Maringá, Silvio Luiz Januário, os empréstimos giram em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil. Os juros dependem da inadimplência dos contratos, mas fica na margem de 3% ao mês.
O projeto faz parte do plano de governo do prefeito José Cláudio (PT), que foi buscar subsídios em outras administrações do partido para implantar o banco. Durante os quatro primeiros meses de governo, lembra Januário, o prefeito buscou parcerias em entidades que têm interesse em fomentar a economia. Entre as que aderiram ao projeto está o Cesumar, Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) e OAB.
Cada entidade entra com uma parte do capital de abertura do banco, que deve alcançar R$ 300 mil. Junto ao BNDES a prefeitura está pleiteando mais R$ 500 mil de um programa especial destinado ao apoio a instituições do gênero. ‘‘A prefeitura não entra com recursos para não deixar o banco como uma estatal’’, diz Januário. A linha de empréstimos vai de R$ 100 a R$ 5 mil, e o objetivo segundo ele é de fomentar o setor informal.
Apenas empresas que já estão em atividade terão acesso ao crédito oferecido pelo Banco do Povo, justamente para incrementar negócios existentes. Segundo Januário, nos últimos meses a assessoria técnica do banco já iniciou o cadastramento dos interessados. São cerca de 130 ‘‘clientes’’ aguardando apenas o início de operação do banco, que vai funcionar na Rua Santos Dumont, ao lado do Sicredi Metropolitano.

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