Déficit zero. Esta é a meta do prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT). Ontem ele reuniu o secretariado para discutir o desempenho da administração municipal, cinco dias após a derrota no plebiscito que proibiu a administração municipal de vender a Sercomtel Celular. Nedson descartou mudanças em sua equipe e disse que a meta é zerar o déficit até dezembro, pagando as dívidas deste ano e negociando os débitos passados. O prefeito afirmou que em janeiro assumiu a prefeitura com um déficit de R$ 39,9 milhões, mas no primeiro semestre atingiu um superávit orçamentário de R$ 12 milhões. A preocupação agora é atingir a meta de 54% com gastos em pessoal, prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ''Nosso objetivo fiscal administrativo são esses. Queremos finalizar o ano com os projetos do Bolsa Escola, Rede da Cidadania e Saúde da Família em pleno funcionamento'', afirmou. O prefeito disse que está satisfeito com sua equipe e as metas estipuladas no início do ano. ''Especulações não governam, não há nenhuma mudança''.
Nedson acredita que o zeramento do déficit vai dar condições ao município de promover investimentos em obras. Impedido de obter recursos com a venda da Sercomtel Celular, o prefeito diz que o município precisa administrar seu orçamento. ''Vamos trabalhar com a receita que existe, zerando o déficit teremos uma margem de investimentos. Se tivéssemos vendido a Celular teríamos recursos imediatos para aplicar em obras, mas isso não ocorreu e vamos trabalhar com o orçamento''.
De acordo com o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, até junho deste ano a prefeitura obteve crescimento de R$ 26 milhões nas receitas e superávit de R$ 11,8 milhões com a redução de despesas. Os gastos com pessoal também caíram para 61,5% 5,3% a menos que em dezembro do ano passado.
''As depesas da máquina caíram cerca de 30%, a conta telefônica deste ano é 50% menor. A conta de energia elétrica também caiu 30%, isso levou a um resultado positivo'', comentou. De acordo com o secretário, as despesas gerais da máquina municipal foram reduzidas em R$ 7 milhões em relação ao ano passado. Bernardo explicou que o superávit obtido até agora foi usado para o pagamento de salários atrasados e ''outras contas deixadas pela administração anterior''.

mockup