A Prefeitura de Londrina buscará até o fim do ano por formas de financiamento para garantir infraestrutura no Parque Industrial Buena Vista, na zona leste da cidade. Uma das opções é buscar recursos federais e estaduais para as obras, que depois seriam parceladas por meio do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos proprietários dos lotes.
Os empresários discutiram o tema em reunião com o prefeito Alexandre Kireeff, com o secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Daniel Pelisson, e com presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi. O presidente da Associação dos Amigos e Empresários do Parque Buena Vista (Associbuena), Jorge Enrique Aburaya, afirma que os representantes do Executivo disseram que buscarão uma alternativa até dezembro, para tentar solucionar o problema de falta de infraestrutura no local.
O problema foi noticiado pela FOLHA no último dia 18 de setembro. O Buena Vista é particular e foi criado em 1997, quando não havia exigência para que a loteadora fornecesse toda a infraestrutura, mas apenas ligação de água, iluminação pública, cascalho sobre as vias e arborização. Há 42 empresas no local, que não conta com ruas asfaltadas, com galerias pluviais ou mesmo com um acesso seguro a partir da avenida Brasília. Por isso, grande parte dos lotes estão vazios ou à venda, enquanto a prefeitura busca construir parques industriais para atrair empresários.
Aburaya considera que qualquer solução já será um avanço. "Se não for com ajuda da prefeitura, não há outra forma", diz. O presidente da Codel afirma que há várias alternativas, que serão estudadas pelo secretário do Planejamento de Londrina até o fim do ano. "É de interesse da prefeitura resolver o problema para facilitar a instalação de novas empresas."
O secretário de Planejamento explica que aguarda projeto da Secretaria de Obras e Pavimentação, com definição de custos para a obra, que incluiria a implementação de esgoto, galerias pluviais, meio-fio e asfalto no parque. Porém, lembra que não há recursos previstos no Orçamento do Município para as benfeitorias.
A primeira possibilidade, diz Pelisson, é que ocorra um aumento na arrecadação no próximo ano, com a atualização da planta de valores do IPTU, por exemplo, que viabilize a obra. Outra é conseguir um novo financiamento, que ele acredita que não passe de R$ 7 milhões, por meio do Paraná Cidade, da mesma maneira que ocorreu para a conclusão do Polo Industrial Londrina (PIL), na zona norte. "Deve ser feito via Contribuição de Melhoria, na qual a prefeitura absorve uma parte dos custos porque vai gerar benefícios a uma região, e eles (donos dos lotes), a outra parte", afirma Pelisson.

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