Os prefeitos de Jacarezinho, José Antonio Oliveira (PTB), de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PTB) e de Barra do Jacaré, José Adão Zanetti (PFL), no Norte Pioneiro, tentam se livrar da inclusão no plano de racionamento de energia buscando apoio de políticos, tanto em nível estadual quanto na esfera federal. Ressalta-se, entretanto, que a Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE) ainda estuda a inclusão ou não do município de Barra do Jacaré, que é abastecido com energia paranaense pela Cia. de Força e Luz Santa Cruz.
Na quinta-feira, o prefeito de Jacarezinho foi tentar resolver a situação em Curitiba, com o governador Jaime Lerner. Segundo o secretário de gabinete, Homero Pavan Filho, o prefeito busca excluir o município do esquema de racionamento que atinge as regiões Sudeste, Centro-oeste e Nordeste. Ele disse que o município pretende continuar sendo abastecido pela companhia paulista. ‘‘Essa empresa tem sido eficiente e prestado um bom serviço à população e, por isso, não há necessidade de mudança’’.
O prefeito de Ribeirão Claro, também aproveitou uma visita que o governador fez à região no início da semana e solicitou que Jaime Lerner interviesse junto à Câmara de Gestão da Crise. O prefeito aguarda solução na próxima semana.
Já o prefeito de Barra do Jacaré, José Adão Zanetti, foi mais longe. Na quinta-feira ele esteve em Brasília conversando com políticos paranaenses e autoridades federais tentando impedir que o racionamento fosse implantado no município.
A assessoria de imprensa da GCE informou, ontem, que está aguardando receber um relatório técnico com os argumentos do município para só depois emitir seu parecer. Caso esse relatório chegue até segunda-feira, o problema do município deverá ser tratado na reunião de terça-feira da GCE.
A Cia. de Força e Luz Santa Cruz informou que atende cerca de 15 mil clientes nos três municípios paranaenses.
Abaixo-assinado A população de Jacarezinho e Barra do Jacaré, embora esteja colaborando com o plano de racionamento de energia elétrica, pensa em fazer um abaixo-assinado contra a medida. A empresária de Jacarezinho, Solange Galvão Murakami, que encabeça o protesto, disse que ‘‘o problema é que fomos pegos de surpresa e vai ser difícil atingirmos as metas estabelecidas’’, alegou.
O empresário José Carlos Molini argumentou que no final do ano passado ele triplicou a área de venda de seu supermercado e também já adaptou a construção para economizar energia e por isso não terá ‘‘condição de atingir a meta (de consumo).’’
Molini, que também é proprietário de uma panificadora no centro de Jacarezinho, aproveitou a discussão em torno do ‘‘apagão’’ para ‘‘protestar’’ e fazer propaganda. ‘‘Vou desligar as lâmpadas da panificadora e acender mais de 30 velas no interior da loja’’. (L.A.)

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