Prefeitos e lideranças da região Noroeste estiveram nesta segunda-feira (14) com o governador Beto Richa (PSSD) para discutir a duplicação do trecho da BR-376 entre Paranavaí (PR) e Taquarussu (MS). A ligação criaria um novo corredor de transporte para o escoamento da safra dos dois estados, encurtando em até 150 quilômetros o caminho até o Porto de Paranaguá. Com a duplicação, os caminhões transitariam por Porto São José, no município de São Pedro do Paraná, e facilitaria o transporte de mercadorias do Mato Grosso do Sul.
O custo estimado da obra é de R$ 850 milhões e inclui a construção de uma ponte sobre o Rio Paraná. O projeto contempla 95 quilômetros de duplicação da BR-376 no trecho paranaense e outros 30 quilômetros em pista simples no Mato Grosso do Sul. A ligação pela rodovia seguiria a partir de Paranavaí, que já teve um trecho de 33 quilômetros duplicados, parte de um aditivo acertado pelo governo do Estado com a concessionária Viapar, que administra o trecho.
Francisco Boni, presidente da Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar) e prefeito de Santa Cruz de Monte Castelo, explicou que as lideranças buscam apoio agora, mas o projeto deve ser tocado depois de 2020, quando encerra a concessão da rodovia entre Paranavaí e Nova Londrina, que hoje pertence à Viapar. "Além de um novo corredor de escoamento da safra, a duplicação da BR-376 traz mais comodidade, segurança e amplia o movimento da rodovia", disse.
O secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, destacou que é necessário uma grande discussão para afinar o projeto, já que a duplicação contempla um trecho da PR-577, que precisaria ser federalizado.

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