Nos municípios, os planos de desenvolvimento rural começam a pautar o trabalho dos extensionistas e das prefeituras. O chefe do núcleo regional da Emater de Ponta Grossa, Oscar Weller, está animado com uma reunião que teve esta semana com os 18 prefeitos eleitos de sua região, inclusive dos recém-criados municípios de Carambeí e Imbaú.
‘‘Nesta reunião, os prefeitos que assumem no próximo dia 1º consideraram os planos de desenvolvimento um instrumento importante para a administração do município’’, destacou Weller. ‘‘Uma das exigências do governo federal para liberar o Pronaf é a apresentação de um plano de desenvolvimento’’, observa Weller.
Um dos municípios da região de Ponta Grossa que já está executando o Plano de Desenvolvimento Rural é Ivaí. O município identificou um êxodo rural preocupante. ‘‘Detectamos que nos últimos seis meses 500 pessoas deixaram o meio rural do município, onde vivem 2,2 mil famílias’’, conta a pedagoga Terezinha Sandri, extensionista da Emater.
Segundo ela, o maior motivo do êxodo rural é a falta de oportunidades de trabalho no campo. ‘‘A partir deste diagnóstico a Emater em conjunto com a prefeitura está buscando o desenvolvimento de atividades que garantem opções de emprego para a população rural’’, informou a extensionista.
Para ela, este exemplo mostra que os planos de desenvolvimento rural garantem um redirecionamento da admninistração municipal e das políticas públicas com vistas a uma melhoria da qualidade de vida da população.
No Noroeste do Paraná, os planos de desenvolvimento rural estão se voltando mais para o treinamento e a capacitação dos produtores rurais. Em Terra Rica, município que teve o primeiro plano de desenvolvimento do Noroeste, os próprios agricultores identificaram na elaboração do plano a necessidade de uma maior capacitação da mão-deobra local. Os produtores estão sendo capacitados na área de frutíferas e plantio adensado de café.
Em Querência do Norte, o plano de desenvolvimento rural está pronto e começa a ser executado em janeiro, conforme conta o chefe do núcleo regional da Emater de Paranavaí, Alberto Carlos Moris. Segundo ele, no município a Emater deverá trabalhar basicamente com os assentamentos das fazendas Pontal do Tigre e Porangaba I.
Os dois assentamentos têm 400 agricultores, que receberão treinamento na área de bovinocultura de leite e plantio e cultivo de mandioca. Além disso, um outro projeto deve estimular a rizipiscicultura (plantio de arroz irrigado integrado com a criação de peixes). ‘‘A atividade pode ser uma boa alternativa no local devido à abundância de água’’, informa Moris.

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