Prefeito revoga decreto do Colossinho
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quarta-feira, 15 de março de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
As obras de limpeza do terreno de 14 mil metros quadrados do antigo Ginásio de Esportes Colossinho (região central) começam hoje. O ''start'' para o trabalho foi dado no início desta semana pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), que revogou o decreto 409/03 que tornava a área de utilidade pública. No local será lançado um loteamento central. O projeto já foi aprovado pela Prefeitura e, agora, só falta o registro imobiliário da planta.
Durante três anos, a área foi objeto de batalha entre a Prefeitura e a rede norte-americana de supermercados Wal-Mart. A empresa tinha intenção de instalar naquele local uma unidade, enquanto a Prefeitura queria construir ali um teatro municipal. No entanto, em dezembro um grupo de empresários doou 20 mil metros da antiga Anderson Clayton (Região Leste) para a construção do teatro. Na ocasião, o prefeito declarou que iria revogar o decretro de utilidade pública do Colossinho somente quando fosse formalizada a doação da área.
Pelo projeto atual, o terreno foi dividido em 22 lotes, que variam de 476 a 862,50 metros quadrados. As faixas de preço do metro quadrado variam de R$ 500 a R$ 750, dependendo da localização e do perfil de cada lote. Hoje, uma equipe da Taveri Participações, que representa os proprietários da área, estará na cidade para discutir os últimos detalhes técnicos da comercialização. Pela manhã, as máquinas já estarão no terreno para demolir os muros e as estruturas do antigo prédio. Também será feita uma limpeza no terreno. A estimativa é que os trabalhos durem duas semanas.
A Prefeitura também concedeu licença para erradicar as cerca de 20 árvores plantadas na área. Em troca, já foram doadas outras 40 mudas. ''A própria vocação da região é que vai definir o perfil das construções. Acreditamos que será um mix, com obras residenciais e comerciais'', avalia Abílio Medeiros, responsável pelas vendas dos terrenos. Segundo ele, as comercializações já tiveram início e já houve muitas consultas. ''Com isso a região toda será revitalizada. Também resolvemos uma questão de 32 anos porque o terreno estava parado e queríamos resolver o problema daquela área'', comenta.
Segundo Medeiros, a solução encontrada para a área foi demorada porque a Taveri trabalha com muitos terrenos, a maioria localizada na região central. ''A empresa tem interesse em fechar negócios maiores, com grandes grupos, e essas negociações são mais demoradas. Mas com essa subdivisão, a empresa vai atingir o resultado financeiro esperado. Se a maior empresa do mundo (Grupo Wal-Mart) estava interessado naquele terreno é porque ele tem alguma coisa especial'', avalia.


