Prefeito diz que não mexe no dinheiro até as eleições
Prefeito diz que não mexe
no dinheiro até as eleições
O prefeito Antonio Belinati anunciou ontem que até as eleições não irá mexer no dinheiro obtido com a venda de 45% das ações da Sercomtel até as eleições. Não temos pressa para gastar. Os recursos serão utilizados em grandes obras a partir do próximo ano. Não quero que o uso deste dinheiro tenha conotação política, disse. Sua decisão foi tomada ontem, junto com os demais membros do Cogefi. O prefeito conta que muitas pessoas já o procuraram, com projetos debaixo do braço, para pedir dinheiro. Se eu fosse mão solta, o dinheiro acabaria em três dias.
A decisão, segundo Belinati, foi um caminhão pipa de água congelada na cabeça até de alguns secretários do município, que esperavam ter uma boa entrada de dinheiro nos caixas com a vendas das ações. Não vamos fazer loucuras. Meu mandato é de quatro anos e tenho que segurar esta verba até o final.
O dinheiro não será usado para custeio da prefeitura como pagamentos de salários de servidores, água, luz e reposição de máquinas. Este dinheiro não é para equilibrar o caixa do município. Também não vamos aplicá-lo em obras básicas. Queremos fazer grandes investimentos na Cidade. Belinati diz que, a partir de agora, o Cogefi estará se reunindo constantemente para discutir a aplicação da verba.
O prefeito afirma que, além do Banestado, o dinheiro será aplicado no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Queremos que fique em bancos estatais, afirma ele, que calcula um rendimento mensal de cerca de 2%.
Embora não tenha intenção de marcar nenhuma audiência pública para discutir a utilização dos recursos, Belinati diz que, como um prefeito aberto, está disposto a ouvir a população. Ele afirma que vai definir o uso da verba com tranquilidade. O dinheiro poderá ser direcionado para a construção de um viaduto na avenida JK e Higienópolis, um viaduto nos Cinco Conjuntos, teatro municipal, centro de eventos, ampliação da pista do aeroporto, correção do sistema viário e para educação e saúde. Mas temos que examinar isso com calma, ressalta.(C.L.)





