Prefeito adia debate sobre privatização
O prefeito Alexandre Kireeff afirma que só irá discutir uma possível venda da Sercomtel, que pertence 45% à Copel e 55% ao Município, quando terminar o prazo para os antigos proprietários de linha pleitearem suas ações na companhia. Ele se encerra dia 30 de agosto deste ano, mas, segundo decreto municipal, pode ser renovado por mais um ano. "Terminado esse período vou abrir o debate sobre a Sercomtel", declara.
Em agosto do ano passado, um grupo de técnicos da operadora e da sociedade civil divulgou um estudo apontando que a privatização seria a melhor saída. Kireeff diz que a ideia proposta não é de vender 100%, mas tornar a participação pública minoritária na Sercomtel, garantindo a agilidade que a empresa precisa para voltar a crescer.
Questionado se a Sercomtel deveria ser vendida, o presidente da Teleco Consultoria em Telecomunicações, Eduardo Tude, afirma que hoje ela tem um "valor muito menor que o de anos atrás". "Quando tentaram vender, certamente havia interessados. Agora, depende muito do preço que colocarem", declara. Para vender a operadora, a lei diz que é preciso realizar um plebiscito. Em 2001, o ex-prefeito Nedson Micheleti propôs a venda da Sercomtel Celular (na época eram empresas separadas), mas a população disse não. (N.B.)





