'Prédios verdes' começam a ganhar espaço no setor
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domingo, 22 de julho de 2007
Chiara Quintão 
São Paulo - Os chamados ''prédios verdes'', com características que os enquadram como sustentáveis, começam a ganhar espaço na construção civil brasileira, e algumas empresas já pleiteiam certificação para esses edifícios junto a órgãos internacionais como o United States Green Building Council (USGBC).
Na semana passada, o Banco Real recebeu a certificação internacional Leadership in Energy and Enviromental Design (Leed), do USGBC, para uma agência inaugurada em janeiro, em Cotia (SP), com características de construção ambientalmente correta.
Segundo o Banco Real, esta foi a primeira construção sustentável da América do Sul certificada conforme os critérios da Leed. Outros edifícios do Brasil aguardam certificação, caso do Eldorado Business Tower, empreendimento da Gafisa, e do Plaza Mayor Alto da Lapa, da Even Construtora e Incorporadora.
Na comparação com projetos tradicionais de agências do Banco Real, o modelo sustentável aproveita mais a luz natural e tem piso, portas e batentes de madeira certificada. ''Durante a construção, mandamos os restos de argamassa para uma fábrica de tijolos, e compramos os tijolos dessa empresa'', diz o superintendente de Engenharia e Arquitetura do Banco Real, Carlos Henrique Tonon.
A construção da primeira agência sustentável do Banco Real foi 30% mais cara que a média. ''Boa parte foi o custo do aprendizado. Hoje, a diferença é de menos de 10%'', conta Tonon. Isso deve-se, segundo o executivo, à falta de linha comercial de alguns insumos e ao número reduzido de fornecedores desses materiais. ''O investimento vai se pagar ao longo do tempo, à medida que tivermos, por exemplo, um menor consumo de energia.''


