Prédio inteligente em Londrina está na lista dos 10 melhores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de outubro de 1998
Agência Estado 
Os dez melhores edifícios inteligentes do Brasil foram identificados, após uma avaliação de dois anos, por uma pesquisa do núcleo brasileiro do Council on Tall Buildings and Urban Habitat, que foi divulgada ontem. Seis estão na cidade de São Paulo e o sétimo, no interior paulista. Os outros três, em Londrina, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Havia cerca de cem edifícios de escritórios disputando um lugar no ranking. A indicação dos candidatos partiu das 30 empresas - patrocionadoras da pesquisa, que custou US$ 400 mil e foi feita com apoio do escritório de arquitetura de Edson Musa e dos escritórios ingleses DEGW, Ove Arup e Northcroft, que já fizeram pesquisas semelhantes na Europa e na Ásia, no começo da década.
Esses dez edifícios têm uma eficiência grande, superando, em alguns itens, construções européias e asiáticas, disse Musa, relatando um dos resultados da pesquisa. No Brasil, a área alocável, por exemplo, é maior do que em outros países. Isso, segundo ele, é mérito dos arquitetos brasileiros que se preocuparam em atender à demanda por edifícios inteligentes que têm, entre suas vantagens, uma redução nos seus custos de manutenção.
A partir da pesquisa, as empresas-patrocinadoras poderão desenvolver produtos que atendem as novas necessidades do mercado. Além de incorporadoras, empresas de material de construção bancaram a pesquisa. Musa citou, como exemplo de produtos que devem ganhar espaço no mercado, as fachadas pré-moldadas e o dry-wall (tecnologia de placas de gesso armadas em esquadrias).
Para que uma construção seja considerada inteligente, é preciso atender a cinco requisitos: 1) o edifício não pode afrontar as condições naturais; 2) os sistemas utilizados têm de dar flexibilidade ao edifício; 3) presença de sistemas artificiais que completem o respeito às condições ambientais; 4) um ótimo gerenciamento predial e 5) a obra precisa atender, na especificação, às funções do edifício.


