Prédio da Matte Leão não exige preservação
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sexta-feira, 04 de junho de 2010
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Igreja Universal do Reino de Deus não precisará preservar o prédio da antiga fábrica de chás da Matte Leão, no bairro Rebouças, em Curitiba. A construção não é patrimônio histórico da cidade e, por isso, não há restrições para a demolição.
No entanto, como houve um estudo sobre o interesse de preservação no local, provavelmente será necessário que o Ippuc dê um parecer final antes de o pedido de demolição ser aceito, caso haja esse interesse. Na lei de zoneamento de Curitiba, a área equivale a ZR 4, na qual são permitidos, no máximo, seis andares para uso habitacional e dois para comercial.
A igreja vai instalar um novo templo no prédio da Matte Leão. O imóvel teria sido vendido por mais de R$ 30 milhões para a igreja do bispo Edir Macedo. A Igreja Universal informou por meio da assessoria de imprensa que não fala sobre o assunto. A família Leão também tomou a mesma atitude de não se pronunciar sobre a venda.
A Leão Júnior foi vendida para a Coca-Cola em março de 2007, mas o prédio do bairro Rebouças não foi incluído no negócio. A produção desta unidade foi transferida para uma fábrica localizada em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Enquanto a fábrica ainda funcionava neste prédio, a Coca-Cola pagava um aluguel mensal para a família Leão.
O prédio é três vezes maior em área construída do que a Catedral da Fé, na Avenida Sete de Setembro, que é o maior templo da Universal no Paraná, com área de 9 mil metros quadrados. O templo da Sete de Setembro recebe cerca de 7 mil pessoas no domingo. Hoje, a igreja tem 93 templos em Curitiba e Região Metropolitana.


