Pesquisa realizada na última semana pela União das Mulheres de Londrina (UML), nos dez maiores supermercados da cidade, detectou que os preços dos 30 produtos de primeira necessidade subiram entre 20% e 30% em comparação aos preços cobrados antes da crise econômica de janeiro que levou à desvalorização do real.
‘‘Isto é um absurdo. É ação direta dos especuladores que não têm compromisso com a estabilidade econômica e nem com o bem-estar da população brasileira. Esperávamos um aumento de, no máximo, 10% nos produtos importados ou que dependem de matéria-prima cotada em dólar. Mas não um aumento abusivo em todos os produtos indistintamente’’, comenta a presidente da UML, a secretária Alzira Lopes Ribeiro.
A pesquisa, que contou com a participação de 30 mulheres, compreendeu as três marcas mais populares de 30 produtos que compõem a cesta básica dos consumidores londrinenses. Ela cita alguns exemplos de aumentos: o litro de óleo de soja subiu de R$ 0,99 para R$ 1,35; o saco com 5 kg de arroz aumentou de R$ 4,85 para R$ 6,50; o quilo de café foi de R$ 2,90 para R$ 3,50; a caixa de chá mate subiu de R$ 0,85 para R$ 1,35; e o quilo de frango resfriado aumentou de R$ 1,10 para R$ 1,60.
Alzira Ribeiro ressalta que os preços variam muito de um supermercado para outro. ‘‘Nossa orientação é para que o consumidor faça pesquisa de preços e boicote às marcas que tiveram aumentos exagerados. Com os produtos encalhados nas prateleiras, certamente os preços começarão a cair’’.
Nesta semana, as ‘‘mulheres fiscais’’ da UML estão realizando pesquisa nos supermercados de porte médio e pequeno dos bairros. ‘‘Já começamos a detectar que os aumentos são ainda maiores nestes estabelecimentos, o que prejudicará sensivelmente a população mais humilde’’, afirma Alzira Ribeiro. A intenção do movimento é encaminhar ao Procon, na próxima semana, o resultado completo da pesquisa com a listagem dos preços praticados em todos os supermercados.

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