Dois postos de combustíveis de Londrina trabalharam com preços mais baixos na bomba em parte do dia de ontem. Um dos proprietários informou que a redução foi feita a pedido do promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, que teria solicitado, por telefone, que o estabelecimento colaborasse com o Ministério Público.
''Não foi nenhuma imposição. Foi uma solicitação para que houvesse uma colaboração'', disse o proprietário de posto, Reinaldo Martins Siqueira. Ele reduziu o preço da gasolina de R$ 1,79 para R$ 1,72; e do álcool de R$ 0,99 para R$ 0,86. Siqueira garantiu que não havia margem para a redução, mas ele decidiu colaborar. Avisou, no entanto, que não sabe até quanto irá suportar esses preços. ''Conversei com a companhia (Shell) e ela ficou de analisar o pedido de baixar o preço. Se isso não ocorrer, voltaremos aos preços anteriores'', informou.
O Posto do Carrefour também reduziu os preços ontem, mas não quis confirmar se houve algum pedido da promotoria. A gasolina caiu de R$ 1,77 para R$ 1,75 e, o álcool, de R$ 0,97 para R$ 0,95.
O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, afirmou ontem no final da tarde que não houve pedido do Ministério Público. ''Ocorreu o que já estávamos fazendo antes. Alguns postos apresentaram certos temores em baixar os preços, e nós já dizíamos que se necessário garantiríamos proteção policial, se quisessem baixar os preços'', disse o promotor. Ele confirmou os contatos com os postos ontem, mas ressaltou que foi apenas a continuidade deste trabalho.
Mawell Pavesi, também dono de posto em Londrina, entrou em contato com a redação da Folha depois de saber que alguns postos tinham baixado o preço. ''Quero que o Ministério Público venha aqui me dizer como conseguir combustível mais barato para que eu também possa vender mais barato'', disse.
Segundo afirmou, na última compra que fez pagou à distribuidora R$ 1,58 por litro de gasolina e R$ 0,87 pelo litro do álcool. ''Como é possível vender pelo preço que se compra da distribuidora?'' (B.B.)

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