Preços no atacado derrubam IGP-M pela sexta vez
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Flavio Leonel<br> Agência Estado 
São Paulo e Rio de Janeiro - O declínio dos preços no atacado, especialmente os agrícolas, acelerou a deflação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) que passou de queda de 0,10% em junho para queda de 0,43% em julho, na sexta deflação mensal do indicador. Para o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, esse cenário tende a acabar no curto prazo, o que não significa que causará preocupações ao mercado financeiro.
A deflação em julho no indicador foi maior que a esperada pelas 20 instituições financeiras consultadas pelo ''AE Projeções'', que variavam de queda de 0,35% a redução de 0,24%. O IGP-M acumula deflação de 1,67% no ano e de 0,67% no período de 12 meses até julho. Dos três componentes que formam o IGP-M, apenas o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve taxa negativa, de -0,85%, aprofundando a queda de junho, que havia sido de -0,45%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,34% em julho, reforçando o avanço de 0,17% apurado em junho. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou alta 0,37% em julho, com desaceleração de preços ante taxa apurada no mês anterior (alta de 1,53%).
Surpresa
Para a LCA Consultores, a queda dos preços no atacado foi, mais uma vez, o fator decisivo para que o IGP-M apresentasse mais uma deflação. Para os especialistas, o motivo principal foi o declínio nos preços agropecuários do atacado, bem mais expressivo que o previsto.
Entre junho e julho, o recuo do Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% de toda a taxa do IGP-M, passou de 0,45% para 0,85%. Na divisão por origem do atacado, os preços industriais caíram 0,49% ante baixa de 0,92% de junho, mas os agropecuários diminuíram 1,89% em julho, num cenário totalmente oposto ao de elevação de 1,00%, observada no mês anterior. Para os economistas da LCA, o novo movimento do IPA Agropecuário veio ''na esteira'' das quedas nos preços do milho, soja, batata-inglesa, tomate, café, laranja, ovos e bovinos.
Quanto ao impacto do resultado geral do indicador da FGV em julho nas previsões para o indicador de 2009, os economistas da LCA avaliaram que a deflação mais forte que a esperada poderá provocar novas revisões para baixo nas estimativas do mercado financeiro. (Colaborou Adriana Chiarini)


