Rio – O fim da que­da nos pre­ços do ata­ca­do (de -0,56% pa­ra 0,49%) le­vou ao au­men­to de 0,42% apu­ra­do pa­ra a pri­mei­ra pré­via do Ín­di­ce Ge­ral de Pre­ços – Mer­ca­do (IGP-M) de fe­ve­rei­ro, que re­gis­tra­va que­da de 0,31% em ­igual pré­via em ja­nei­ro. Se­gun­do o coor­de­na­dor de Aná­li­ses Eco­nô­mi­cas da Fun­da­ção Ge­tú­lio Var­gas, Sa­lo­mão Qua­dros, hou­ve uma mu­dan­ça ex­pres­si­va na tra­je­tó­ria de pre­ços no se­tor ata­ca­dis­ta, que apu­rou tér­mi­no de de­fla­ção tan­to no se­tor agro­pe­cuá­rio (de -0,78% pa­ra 1,49%) e in­dus­trial (de -0,48% pa­ra 0,12%).
  Mas, de acor­do com o eco­no­mis­ta, foi o se­tor agro­pe­cuá­rio que co­man­dou o fim da que­da de pre­ços ata­ca­dis­tas. Ele ob­ser­vou que, as­sim co­mo já ti­nha si­do re­gis­tra­do no IGP-DI de ja­nei­ro, os pre­ços das com­mo­di­ties agrí­co­las apre­sen­ta­ram au­men­tos de pre­ços ex­pres­si­vos, na pri­mei­ra pré­via de fe­ve­rei­ro. É o ca­so das ace­le­ra­ções de pre­ços apu­ra­das em so­ja em ­grão (de 1,08% pa­ra 7,01%); mi­lho em ­grão (de 1,59% pa­ra 7,97%) e tri­go (de 0,29% pa­ra 6,39%). ‘‘A so­ja, so­zi­nha, ex­pli­ca a me­ta­de da con­tri­bui­ção da agro­pe­cuá­ria no IPA (ín­di­ce que men­su­ra a in­fla­ção do se­tor ata­ca­dis­ta)’’, dis­se o eco­no­mis­ta.
  Ele lem­brou que a so­ja é o ­item agro­pe­cuá­rio de ­maior pe­so na for­ma­ção da in­fla­ção ata­ca­dis­ta e que, qual­quer mo­vi­men­ta­ção de pre­ços pa­ra ci­ma, nes­se pro­du­to, pe­sa mui­to na for­ma­ção da ta­xa. O eco­no­mis­ta co­men­tou que os pre­ços das com­mo­di­ties agrí­co­las de­ram um ‘‘­salto’’ no fi­nal de ja­nei­ro, pe­río­do em que fo­ram co­le­ta­dos os pre­ços pa­ra cál­cu­lo da pri­mei­ra pré­via do IGP-M de fe­ve­rei­ro (de 21 a 31 de ja­nei­ro).
  En­tre­tan­to, os au­men­tos de pre­ços não es­tão con­cen­tra­dos ape­nas nas com­mo­di­ties agrí­co­las. Os ali­men­tos pro­ces­sa­dos tam­bém pa­ra­ram de ­cair de pre­ço (de -2,07% pa­ra 3,15%), e tam­bém fo­ram re­gis­tra­dos avan­ços de pre­ços em ­itens co­mo ­óleo de so­ja re­fi­na­do (de -12,49% pa­ra 9,29%); e açú­car cris­tal (de 1,33% pa­ra 20,13%).
  Pa­ra o eco­no­mis­ta, o IGP-M to­tal de fe­ve­rei­ro de­ve apre­sen­tar ta­xa po­si­ti­va, e bem di­fe­ren­te do re­sul­ta­do de ja­nei­ro
(-0,44%). Ele ava­lia que, em­bo­ra a tra­je­tó­ria men­su­ra­da pe­lo IGP-M até o mo­men­to se­ja as­cen­den­te, is­so não de­ve ser su­fi­cien­te pa­ra que o ín­di­ce atin­ja ta­xa su­pe­rior a 1% es­se mês.

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