Se o volume de carne suína exportado é interessante neste momento, os preços pagos pelo mercado internacional também não deixam a desejar. De acordo com os números compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em setembro, a tonelada foi exportada a US$ 3.636, um valor 35,2% superior aos US$ 2.688 do mesmo período do ano passado.
No acumulado entre janeiro e setembro, a média de comercialização ficou em US$ 3.141 contra US$ 2.602 de 2013, alta de 20,7%. "O preço (para exportação) está excelente, bem melhores do que os de comercialização do mercado interno. O dólar foi valorizando frente ao real ao longo do ano e as vendas continuaram crescendo. O momento é interessante para o suinocultor", comenta o técnico do Deral, Edmar Gervásio.
De acordo com os números do Deral, o preço do quilo no Estado, pago ao produtor, saltou de R$ 3 para R$ 3,68 entre março e setembro, uma alta de 22,6%. "Hoje, os custos de produção estão na faixa de R$ 2,80 o quilo e a rentabilidade do produtor está variando entre 30% a 40%. Outro fator positivo são os preços da ração, principalmente em relação ao milho, que agora estão mais baixos", complementa Gervásio. (V.L.)

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