Curitiba Seis dos principais produtos comercializados na Central de Abastecimento de Curitiba (Ceasa) tiveram alta, ontem, em consequência dos prejuízos causados pelas geadas que atingiram a região metropolitana no início da semana. O aumento médio foi de 12%, com variações de 8% a 100%.
Para o presidente das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR) que controla as unidades em todo o Estado , José Lupion Júnior, o frio não terá ''reflexo assustador'' nos preços. ''Logo o mercado entra nos eixos'', completou. Isso porque, segundo ele, se faltar produto aqui, é possível apelar para produtores de outros estados. Quanto ao preço, a tendência é começar a reduzir, pois do contrário não haverá compradores. ''O próprio mercado faz a depuração. É a lei da oferta e procura'', avaliou.
O produto que apresentou a maior alta (100%) foi a caixa de alface crespa que na terça-feira era comercializada a R$ 2,50 e ontem subiu para R$ 5,00. Segundo Lupion, essa variação, no entanto, foi acentuada porque na segunda-feira a hortaliça era vendida a R$ 4,00 e no dia seguinte baixou de preço. Ele não soube explicar o porquê da oscilação tão grande num espaço de tempo tão curto. Disse apenas que é uma prática comum nas unidades da Ceasa, já que são os produtores que definem os preços. A geada na madrugada de terça-feira, garantiu, teve contribuição para a alta.
A caixa de abobrinha verde que já havia aumentado de R$ 15,00 para R$ 18,00, de segunda-feira para terça-feira, subiu mais 22,2% e estava sendo vendida, ontem, a R$ 22,00. O chuchu aumentou 25%, passando de R$ 8,00 para R$ 10,00 a caixa. Também tiveram alta a couve-flor (22%), de R$ 9,00 para R$ 11,00, a beterraba (10%), de R$ 10,00 para R$ 11,00, e o repolho (8%), de R$ 6,00 para R$ 6,50. No total, 23 produtos foram analisados. Dezesseis deles ficaram com os preços estáveis e um o melão reduziu em 5,5%.

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