Genebra - Alarmadas pelos preços das commodities e seu impactos sobre seus produtos, as principais multinacionais do setor de alimentos e bebidas entram na guerra do etanol, pedem que os europeus abandonem a meta de expansão da produção e apelam para que restrições ambientais sejam impostas contra o produto brasileiro que entrar no mercado europeu.
Empresas rivais como a Nestlé, Danone, Mars, Pepsico, Heineken e Kellogg's se uniram para entregar, ainda nesta semana, uma carta aos 27 governos europeus pedindo que o bloco reveja sua decisão de expandir o uso do etanol na Europa. Bruxelas quer que os governos adotem medidas para garantir que, até 2020, 10% da frota de carros esteja sendo alimentada pelos biocombustíveis.
A preocupação das multinacionais mais poderosas do setor não é nem o meio ambiente e nem a questão energética. Mas garantir que as matérias-primas que elas usam para fabricar seus produtos não sofram mais aumentos.

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