Agência Estado
De São Paulo
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, admitiu ontem que o aumento dos preços dos produtos negociados no mercado externo vai influenciar o reajuste das tarifas no início do ano que vem. Este efeito, no entanto, deve se enfraquecer no futuro, afirmou.
O secretário explicou que os aumentos destes produtos pressionaram a inflação no atacado e causaram a alta do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGPM), usado para reajustar tarifas públicas. ‘‘Todos os primeiros reajustes para cada concessionária terão influência maior do período pós-desvalorização’’, afirmou. Ele analisa, porém, que pelo fato de a economia não ser mais totalmente indexada, a tendência é de que este efeito tenda a ‘‘arrefecer’’.
A reação da balança comercial e a volta ao Brasil de investimentos financeiros que, no final do ano, estão nos principais mercados mundiais, podem provocar uma recuperação no valor do real e até uma deflação, segundo Amadeo. Ele afirmou que o dinheiro de aplicações no mercado financeiro brasileiro, que foi transferido para os mercados mais fortes, foi remetido por medo dos investidores quanto a problemas que poderiam ocorrer no País com o bug do ano 2000. ‘‘Passado o Ano Novo, ficar sentado nessa liquidez custa caro’’, declarou Amadeo, para justificar sua crença na volta desses recursos.

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