ArquivoOportunidadeO mercado dá mais uma chance ao feijão preto, que promete bons lucrosOs bons preços alcançados pelo feijão preto este ano devem fazer com que a área do produto na safra das águas fique igual à área que será ocupada pelo feijão colorido no Paraná. Segundo o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura, Norberto Ortigara, as lavouras de feijão devem ocupar uma área total de 470,2 mil hectares, o que significa um pequeno aumento de 0,7% em relação ao ano passado.
A safra das águas, segundo o Deral, já plantou 35% de sua área, e a produção estimada deve ficar entre 420 mil e 460 mil toneladas. Na safra passada foram colhidas 376,4 mil toneladas. ‘‘A estimativa da safra deste ano vai depender das condições climáticas, e a gente não pode esquecer do ‘‘El ni¤o’’, comenta Ortigara.
O diretor do Deral diz que da área total da safra das águas, que é a primeira, o feijão preto deve ocupar entre 45% e 55% do total. ‘‘Como o preço do feijão preto teve um bom desempenho este ano, muitos produtores que normalmente plantavam feijão carioca optaram pelo preto’’, diz.
Ortigara afirma que os preços do feijão preto estão firmes desde abril deste ano. Ontem, segundo o técnico, a saca de 60 kg do feijão preto tinha cotação média de R$ 35,00, sendo que o preço máximo atingia R$ 45,00. Já o feijão carioca ficou cotado na média a R$ 23,00, com preço máximo de R$ 28,00 ao produtor. O técnico do Deral diz que os preços do feijão preto subiram por causa das ofertas que foram menores este ano. ‘‘O quadro de ofertas ficou entre 45 e 50 mil toneladas menor do que no ano passado’’, afirma.
As importações de feijão preto devem crescer este ano, conforme previsão do Deral. Ortigara diz que no ano passado, o Paraná importou 61 mil toneladas de feijão preto da Argentina. Este ano, as importações devem fechar em 70 mil toneladas.

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