Preços dos produtos no Brasil viram pechincha
O radialista Leonardo Abba, 26 anos, morador de Puerto Iguazú, na Argentina, disse que comprando nos supermercados de Foz gasta cerca de R$ 130,00 por mês. Na Argentina, ele supõe que só conseguiria fazer as mesmas compras se desembolsasse R$ 300,00.Comprando no Brasil tenho a chance de adquirir produtos que não seriam possíveis de comprar na Argentina, como enlatados, por exemplo. Acredito que economizo até 60% comprando aqui, ressalta.
O gerente do Hipermercado Mufattão, João Neves, disse que se não fosse a norma do governo argentino que só permite que cada morador adquira mensalamente US$ 100,00 em compras no Brasil, as vendas poderiam ser ainda maiores. A fiscalização na aduana argentina está prejudicando, mas mesmo assim os argentinos estão comprando em massa nos nossos suprmercados. Estamos conseguindo até fazer algumas promoções de carnes, refrigerantes e hortifrutigranjeiros. Felizmente o comércio está tendo uma boa fase.
O comerciante paraguaio Jorge Bazan, 30 anos, disse que antes da desvalorização do real, não compensava atravessar a Ponte da Amizade para comprar no Brasil. Já com a alta do dólar, ele garante que é possível até comprar artigos supérfluos. Agora compro laticínios, enlatados e massas. Antes, no Paraguai, só conseguia comprar o básico. Estou economizando até R$ 200,00 por mês comprando nos supermercados brasileiros, justifica.
Com a inversão do movimento de compras na fronteira, o bairro de Foz do Iguaçu que mais está sendo beneficiado é a região da Vila Portes, onde se concentra um grande número de lojas de atacado e varejo. As lojas ficam nas proximidades da Ponte da Amizade.
Segundo o presidente da Associação Comercial da Vila Portes, Ranulfo Batista da Silva, nos últimos 15 dias o movimento de vendas de vestuário aumentou em 15% e nos supermercados as vendas registram um acréscimo de 30%. Agora são os paraguaios que se transformaram em compristas, diz. (E.M.)





