Rio de Janeiro - Mesmo sem efetuar um reajuste dos preços da gasolina e do diesel desde 10 de setembro de 2005, a Petrobras promoveu atualizações pontuais nos preços dos dois combustíveis em cinco de suas 11 refinarias ao longo dos últimos 12 meses, segundo apontam dados do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom).
A maior oscilação, entre outubro do ano passado e hoje, foi feita no diesel produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que acumula um total de 1,35% de alta segundo o Sindicom. O diesel na Refinaria de Paulínia (Replan) tem a segunda maior alta de 0,5%.
Nas demais refinarias, em Betim (MG), Araucária (PR) e São Francisco do Conde (BA) os reajustes acumulados no ano foram inferiores a 0,5% no acumulado total.
''São reajustes que nada impactam o bolso do consumidor, porque estamos falando de casas centesimais de centavos, que somadas ao bolo todo tem um pequeno resultado no caixa da companhia, mas nada significante'', disse Alísio Vaz, porta-voz do Sindicom.
Indagado sobre o assunto, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, disse que a Petrobras ''avalia rotineiramente o mercado interno com objetivo de ajustar a oferta e a demanda à logística de suprimento em determinadas regiões''.
''Assim, ajustes pontuais, para cima e para baixo, são realizados periodicamente e têm como foco principal a otimização do transporte rodoviário de combustíveis, com impacto no fluxo de caminhões nas estradas, refletindo na segurança de suas operações e das companhias distribuidoras'', informou, por e-mail, o diretor.
Segundo a Petrobras, a pequena magnitude desses ajustes, inferiores a 0,5% para as distribuidoras, não ocasionam impacto significativo ao consumidor, seja redução ou elevação de preços.
''Por tratar-se de um ajuste usual em suas operações, de pequena magnitude e restrito a alguns pontos de venda, a comunicação é feita diretamente aos
nossos clientes'', afirmou Costa.

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