Preços dos combustíveis podem cair em Curitiba
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quinta-feira, 12 de agosto de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os preços dos combustíveis podem cair na bomba em Curitiba a partir de terça-feira, se não houver reajuste no preço da gasolina que poderá ser anunciado pela Petrobras este fim de semana. A revisão nos preços da gasolina e álcool foi aceita, ontem, pelo Sindicombustíveis, após pressão do Ministério Público (MP).
O Sindicombustíveis fará assembléia da categoria na segunda-feira para decidir a revisão dos preços. Caso isso não aconteça, o MP vai entrar com uma ação civil pública para definir a margem de lucro dos postos em 11%. O pré-acordo foi firmado ontem em reunião entre o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, e os promotores de Justiça de Defesa do Consumidor, Maximiliano Ribeiro Deliberador e João Henrique Vilela da Silveira. Após a assembléia de segunda-feira, se houver acordo, os postos reduzem a margem de lucro dos atuais 17% para 11% a partir de terça-feira.
No final da semana passada, os postos reajustaram os preços para uma média de R$ 2,25 o litro da gasolina e para R$ 1,35 o litro do álcool. Levantamento feito por Deliberador junto à ANP mostra que os postos de Curitiba elevaram suas margens de lucro em 62,4% na venda do álcool e de 91,45% na venda da gasolina.
De acordo com Fregonese, poderá haver uma redução de até R$ 0,06 por litro de gasolina na bomba. Para o MP, a redução deverá ser de R$ 0,10 por litro. Ficou estabelecido ainda que a partir de terça-feira haverá um período de transição por cerca de 20 dias para que cada posto apresente suas planilhas de custos.
Segundo o MP, a margem dos postos varia de R$ 0,28 a R$ 0,38 por litro. Fregonese apresentou notas de compra de combustível em que os postos estão pagando a gasolina entre R$ 1,92 a R$ 2,11 por litro na revenda. O promotor questionou os preços praticados pelas distribuidoras porque na tabela da Agência Nacional do Petróleo (ANP) não houve aumento do combustível nas distribuidoras.


