Preços dos aluguéis mantêm tendência de queda
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quinta-feira, 11 de maio de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 

Londrina foi uma das cidades que registraram maior desvalorização do valor do aluguel em abril, segundo o levantamento do Dados do Mercado Imobiliário (DMI-VivaReal). O estudo aponta que o valor médio caiu de R$ 13,33 em março para R$ 13,10 em abril no município. Entre setembro de 2016 e abril deste ano, a queda foi 10,70%.
A retração de 1,73% no mês passado é maior do que a média nacional, que foi de 0,92%. O preço nominal médio do m² para locação no Brasil atingiu o valor de R$ 22,86 em abril, desvalorização nominal de 8,56% em comparação com o mesmo período de 2016 (R$ 25,00). O levantamento contempla uma amostra de 30 cidades em diferentes regiões do País.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi- Regional Norte), Nestor Correia, os aluguéis estão defasados há três anos. "Para corrigir essa defasagem seria preciso um reajuste na ordem de 10%", comentou. Mas a grande oferta de imóveis tem feito os preços despencarem. Correia não soube informar o número de imóveis usados disponíveis para locação na cidade, mas afirmou que a oferta é alta em todas as regiões.
"Londrina ainda não tem uma situação tão agressiva, mas todas as empresas estão negociando seus aluguéis e esse processo deve resistir por mais alguns meses", avaliou o economista Marcos Rambalducci, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e consultor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).

A negociação tem sido a marca deste momento. De acordo com o vice-presidente do Secovi, os proprietários estão dispostos a reduzir preço para evitar os imóveis fechados. Rambalducci pontua que quem está mantendo o valor aluguel está perdendo dinheiro. "No momento que ele mantém o valor nominal, deixa de ganhar pelo menos a correção da inflação", explicou.
Rambalducci acredita em um aquecimento do mercado em seis ou oito meses. "Há muitos imóveis comerciais fechados no centro da cidade, que eram locados por micros e pequenas empresas do setor de serviços, como, por exemplo, cabeleireiros. Essas pessoas que estão na eminência de voltar ao mercado é quem devem absorver a oferta desse imobiliário todo. Com a retomada do emprego, vamos ter a retomada dos aluguéis", disse o economista.

ÍNDICE DE REAJUSTE
Utilizado como indicador para o reajuste dos contratos, o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou variação negativa de 0,89% no primeiro decênio de maio, referente ao intervalo entre os dias 21 e 30 de abril. No mesmo período do mês anterior, o índice registrou taxa de -0,74%.
Dos indicadores usados na composição do IGP-M, apenas o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de variação positiva (0,03%), mas foi menor do que o mesmo período do mês anterior (0,30%). Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação (-0,17%), puxado pela taxa da tarifa da energia elétrica (-2,35%).
Também apresentaram decréscimo os grupos de alimentação (-0,25%), educação, leitura e recreação (-0,45%) e despesas diversas (0,13%). Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: saúde e cuidados pessoais (1,31%), comunicação (0,87%), vestuário (0,34%) e transportes (-0,26%).


