O ano começou com estabilidade dos preços dos alimentos. Pesquisa que acompanha a evolução do custo da cesta básica em Londrina indica que no mês passado os londrinenses passaram a gastar 1,15% a mais nos supermercados, índice considerado estável pelos economistas. Em janeiro, uma pessoa gastou R$ 178,11 na alimentação do mês, enquanto uma família (dois adultos e duas crianças) desembolsou R$ 534,34. Nos últimos 12 meses os preços dos alimentos pesquisados acumulam alta de 22,57%.
Dos 13 itens que formam a cesta básica, sete tiveram aumento de preços: açúcar, carne (coxão mole), óleo de soja, batata, banana, arroz e feijão. Já o custo de outros cinco produtos foi reduzido: margarina, farinha de trigo, café, pão francês, tomate e leite C (veja quadro). ''A carne representa 40% do valor total da cesta e a alta de preços acabou contribuindo para esta pequena elevação'', avalia o economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Universidade Pitágoras e coordenador da pesquisa.
O levantamento dos preços foi feito em nove supermercados da cidade, o que mostrou que a pesquisa antes das compras tornou-se um item imprescindível. A alimentação para uma família, por exemplo, custou R$ 440,58 no supermercado mais barato, enquanto a mesma quantidade de alimentos no estabelecimento mais caro sai por R$ 551,37: uma diferença de R$ 110,79. Já se todos os itens da cesta fossem comprados separadamente nos locais mais baratos a cesta básica custaria R$ 412,26.
''Se a pesquisa de preços for feita em dois ou três supermercados a pessoa pode economizar, pelo menos, 20% na compra do mês'', avalia Santos. A maior diferença de preços foi registrada no quilo do tomate, que variou de R$ 0,79 a R$ 2,49, diferença de 215,19%. A margarina, por exemplo, foi comercializada por R$ 0,95 e R$ 1,99 entre o menor e o maior preço, com variação de 109,47%. O custo do açúcar também variou de R$ 2,99 a R$ 4,89, diferença de 63,55%. ''As propagandas devem ser usadas a favor do consumidor, que deve fazer uma lista do que precisa para só comprar produtos com preços promocionais'', diz.
Consumidores - Enquanto a matemática aponta estabilidade, os consumidores afirmam a alta de preços dos alimentos. A dona-de-casa Aparecida Pacheco percebeu um aumento mensal no custo dos produtos derivados de leite e na carne. Ela, que é adepta das pesquisas de preços, diz que compra apenas a quantidade de produtos que irá usar durante o mês. ''Quando vejo promoções compro apenas o que está mais barato'', comenta.
Já a granjeira Maria Inês Costeski afirma que está gastando mais com a compra do supermercado. ''O preço da carne subiu muito, mas não faço pesquisa de preços porque não dá tempo, sempre compro no mercado mais próximo'', observa Maria Inês. O sociólogo Marcelo Phintener comenta que percebeu reajuste de preços dos produtos básicos como arroz e feijão, por exemplo. ''Acho que há a mentalidade inflacionária, ainda que a inflação esteja sob controle'', avalia.

PECHINCHA
Preços na feira
Veja os preços de alguns produtos nas feiras do centro de Londrina:
- Tomate, entre R$ 1,00
e R$ 2,50 kg;
- Cenoura, entre R$ 1,00
e R$ 2,00 kg;
- Chuchu, entre R$ 1,00
e R$ 1,80 kg;
- Vagem, entre R$ 2,80
e R$ 3,50 kg;
- Ovos, entre R$ 1,80
e R$ 2,50 dz;
- Limão taiti, entre R$ 1,00
e R$ 1,50 dz;
- Banana nanica, entre
R$ 1,50 e R$ 2,00 dz;
- Uva niagara, entre
R$ 2,50 e R$ 3,50 kg; e
- Laranja pêra, entre
R$ 2,50 e R$ 3,80 dz.

Fim das locadoras?
A concorrência da pirataria está cada vez maior e o resultado é a redução do número de locadoras em Londrina. Há poucas semanas, uma delas encerrou suas atividades no centro. Agora, outra está vendendo seu estoque de DVDs.
Internet
O custo da hora da internet nas lan houses de Londrina sempre esteve em torno de R$ 2,00. Agora, entretanto, é possível encontrar por até R$ 1,00.

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