Preços do varejo e da construção reduzem ritmo de alta do IGP-M
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Alessandra Saraiva<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro- A continuidade da desaceleração dos preços da construção civil arrefeceu a alta do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em julho. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice passou de uma alta de 1,98% em junho para alta de 1,76% em julho. A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 1,65% e 1,93%, e foi inferior à mediana das projeções (1,79%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de uma alta de 2,67% em junho para alta de 1,42% em julho. No ano, o indicador subiu 7,68% e, em 12 meses, 10,01%. De acordo com a fundação, a desaceleração de preços no setor foi influenciada por aumentos mais fracos de preços em materiais e serviços (de 1,73% para 1,56%); e em mão-de-obra (de 3,75% para 1,27%). ''O principal foco de alívio (no IGP-M) ocorreu na construção civil, em virtude da diluição (ainda parcial) do aumento da mão-de-obra (movimento associado ao dissídio salarial no setor, costumeiramente observado nos meses seguintes ao aumento do salário mínimo)'', explicou a consultoria LCA em comunicado enviado à imprensa.
As altas de preço mais expressivas na construção civil foram registradas em ajudante especializado (1,49%); aço CA-50 e CA-60 (4,10%); e servente (1,33%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em condutores elétricos (-1,26%); e tapete vinílico/carpete (-0,12%).
O varejo também contribuiu para a redução no ritmo de alta do indicador cheio. O Índice de preços ao Consumidor (IPC), passou de alta de 0,89% para alta de 0,65%. Ele indicador foi influenciado por elevações de preços menos intensas em cinco das sete classes de despesa pesquisadas.
Mas o destaque ficou por conta da movimentação de preços do grupo alimentação - cuja taxa de inflação perdeu força de 2,20% para 1,41% no período. Nesse setor, houve quedas e desacelerações de preços em hortaliças e legumes (5,50% para -0,97%), em arroz e feijão (11,16% para 5,11%) e em panificados e biscoitos (2,85% para 0,58%). Os grupos de habitação (de 0,41% para 0,39%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,66% para 0,56%) também apresentaram desaceleração.


