Cu­ri­ti­ba - A ces­ta bá­si­ca de Cu­ri­ti­ba te­ve uma pe­que­na al­ta de 0,21% em fe­ve­rei­ro. No ano, a ces­ta re­cuou 0,44%, mas nos úl­ti­mos 12 me­ses ain­da acu­mu­la al­ta de 16,22%. O eco­no­mis­ta do De­par­ta­men­to In­ter­sin­di­cal de Es­ta­tís­ti­ca e Es­tu­dos So­cioe­co­nô­mi­cos (Diee­se), San­dro Sil­va, dis­se que a ces­ta ain­da apre­sen­ta al­ta nos 12 me­ses de­vi­do ao cres­ci­men­to que ti­nha ocor­ri­do na eco­no­mia mun­dial que le­vou ao au­men­to da co­ta­ção de al­guns pro­du­tos e em fun­ção de pro­ble­mas cli­má­ti­cos. Ele pre­vê que os pre­ços ­caiam ain­da ­mais com o iní­cio da sa­fra agrí­co­la. No en­tan­to, des­ta­cou que ape­sar da cer­ta es­ta­bi­li­da­de da ces­ta, al­guns pro­du­tos ti­ve­ram gran­de os­ci­la­ção.
  A ba­ta­ta te­ve a ­maior al­ta com ele­va­ção de 26,95%. O pro­du­to já ti­nha su­bi­do 10,16% em ja­nei­ro. En­tre de­zem­bro de 2008 e fe­ve­rei­ro de 2009, o ali­men­to fi­cou 43,2% ­mais ca­ro. Sil­va ex­pli­cou que a ba­ta­ta so­freu com pro­ble­mas cli­má­ti­cos.
  A ba­na­na foi o se­gun­do pro­du­to da ces­ta que ­mais su­biu em fe­ve­rei­ro (26,17%) e já vi­nha de um au­men­to de 1,90% em ja­nei­ro. Só em 2009, es­te ali­men­to fi­cou 28,6% ­mais ca­ro. No se­gun­do mês do ano, a ba­na­na su­biu em dez das 17 ca­pi­tais pes­qui­sa­das. Cu­ri­ti­ba te­ve a ­maior al­ta. O rea­jus­te foi pro­vo­ca­do por ques­tões cli­má­ti­cas e for­tes chu­vas.
  Ou­tros pro­du­tos que re­fle­ti­ram no ín­di­ce da ces­ta na Ca­pi­tal fo­ram o lei­te, que su­biu 21,93%, e o açú­car que su­biu 6,78% por­que es­tá em pe­río­do de en­tres­sa­fra da ca­na. O pro­du­to de­ve co­me­çar a ­cair a par­tir de ­abril com o iní­cio da sa­fra. ­Além dis­so, su­bi­ram a man­tei­ga (1,74%), o ­óleo de so­ja (1,47%) e o ca­fé (1,39%).
  Mas hou­ve tam­bém pro­du­tos que re­gis­tra­ram que­da nos va­lo­res. O to­ma­te foi o pro­du­to que ­mais ­caiu (-26,59%) e fi­cou ­mais ba­ra­to em to­das as ca­pi­tais pes­qui­sa­das. Cu­ri­ti­ba te­ve a se­gun­da ­maior que­da. No mês pas­sa­do, o pre­ço mé­dio do qui­lo do pro­du­to era R$ 1,85 e, em de­zem­bro, cus­ta­va R$ 2,80.
  Já o pre­ço do fei­jão ­caiu 9,05%. A pre­vi­são do Diee­se é que ha­ja au­men­to de ­área plan­ta­da e de pro­du­ção. O ar­roz ­caiu 6,22% e fi­cou ­mais ba­ra­to em dez das 17 ca­pi­tais pes­qui­sa­das com o iní­cio da sa­fra. O pão ­caiu 4,34% e nos ­dois pri­mei­ros me­ses do ano fi­cou 7,14% ­mais ba­ra­to de­vi­do a re­du­ção da fa­ri­nha de tri­go que, em fe­ve­rei­ro, ­caiu 0,87%. A car­ne ­caiu 1,16%.
  O Diee­se cal­cu­la que o cus­to da ces­ta em fe­ve­rei­ro pa­ra uma fa­mí­lia for­ma­da por um ca­sal e ­duas crian­ças foi R$ 685,11, is­so con­si­de­ran­do ­quem faz as re­fei­ções em ca­sa. Pa­ra uma pes­soa, o va­lor da ces­ta foi de R$ 228,37. Ho­je, o tra­ba­lha­dor gas­ta qua­se 50% do sa­lá­rio mí­ni­mo pa­ra com­prar a ces­ta. O Diee­se cal­cu­la que o sa­lá­rio mí­ni­mo de­ve­ria ser de R$ 2.075,55.

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