Preços do supermercado se mantêm estáveis na Capital
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quinta-feira, 05 de março de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve uma pequena alta de 0,21% em fevereiro. No ano, a cesta recuou 0,44%, mas nos últimos 12 meses ainda acumula alta de 16,22%. O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, disse que a cesta ainda apresenta alta nos 12 meses devido ao crescimento que tinha ocorrido na economia mundial que levou ao aumento da cotação de alguns produtos e em função de problemas climáticos. Ele prevê que os preços caiam ainda mais com o início da safra agrícola. No entanto, destacou que apesar da certa estabilidade da cesta, alguns produtos tiveram grande oscilação.
A batata teve a maior alta com elevação de 26,95%. O produto já tinha subido 10,16% em janeiro. Entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009, o alimento ficou 43,2% mais caro. Silva explicou que a batata sofreu com problemas climáticos.
A banana foi o segundo produto da cesta que mais subiu em fevereiro (26,17%) e já vinha de um aumento de 1,90% em janeiro. Só em 2009, este alimento ficou 28,6% mais caro. No segundo mês do ano, a banana subiu em dez das 17 capitais pesquisadas. Curitiba teve a maior alta. O reajuste foi provocado por questões climáticas e fortes chuvas.
Outros produtos que refletiram no índice da cesta na Capital foram o leite, que subiu 21,93%, e o açúcar que subiu 6,78% porque está em período de entressafra da cana. O produto deve começar a cair a partir de abril com o início da safra. Além disso, subiram a manteiga (1,74%), o óleo de soja (1,47%) e o café (1,39%).
Mas houve também produtos que registraram queda nos valores. O tomate foi o produto que mais caiu (-26,59%) e ficou mais barato em todas as capitais pesquisadas. Curitiba teve a segunda maior queda. No mês passado, o preço médio do quilo do produto era R$ 1,85 e, em dezembro, custava R$ 2,80.
Já o preço do feijão caiu 9,05%. A previsão do Dieese é que haja aumento de área plantada e de produção. O arroz caiu 6,22% e ficou mais barato em dez das 17 capitais pesquisadas com o início da safra. O pão caiu 4,34% e nos dois primeiros meses do ano ficou 7,14% mais barato devido a redução da farinha de trigo que, em fevereiro, caiu 0,87%. A carne caiu 1,16%.
O Dieese calcula que o custo da cesta em fevereiro para uma família formada por um casal e duas crianças foi R$ 685,11, isso considerando quem faz as refeições em casa. Para uma pessoa, o valor da cesta foi de R$ 228,37. Hoje, o trabalhador gasta quase 50% do salário mínimo para comprar a cesta. O Dieese calcula que o salário mínimo deveria ser de R$ 2.075,55.


