Preços do feijão registram altas de até 50% no Paraná
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terça-feira, 07 de julho de 1998
Guto Rocha 
As cotações do feijão carioca no Paraná voltaram a reagir ontem, registrando altas de até 50%, em relação ao preços pagos aos produtores na última sexta-feira. A saca de 60 kg de feijão carioca foi negociada ontem entre R$ 60,00 e R$ 75,00, contra os R$ 50,00 pedidos pelo mesmo produto na sexta-feira. Segundo cerealistas ouvidos pela Folha, as ofertas diminuíram em função da queda que os preços tiveram nos últimos dias. Os produtores agora seguram as ofertas para impedir novas quedas, comentou o cerealista de Ivaiporã, Décio Luiz Querme, da Cerealista Setika.
O cerealista Delcio de Oliveira Sisti, da Feijão de Ouro, em Maringá, observou também que o mercado registrou na última semana reação no consumo, o que deu margem para as novas altas do produto. Segundo Sisti, as altas anteriores haviam afastado os consumidores, que migraram para outros produtos. Com o recuo dos preços, o feijão voltou a ser consumido.
Sisti afirmou que as altas das cotações desta semana ainda não chegaram às gôndolas dos supermercados. Segundo ele, o produto ontem ainda podia ser comprado em Maringá entre R$ 0,99 e R$ 1,30/kg. Mas esta nova alta deve chegar ao consumido já na próxima semana, comentou. O feijão chegou a ser vendido a R$ 3,00 no mês passado, no pico da alta.
O cerealista observou que o mercado se abastece basicamente com produto vindo do Mato Grosso e Rondônia. No Paraná, ainda existem algumas ofertas na região de Umuarama, na região do Vale do Ivaí e na região de Pato Branco.
Querme disse, no entanto, que a safra que abastece o mercado é pequena. O plantio da safra principal começa a ser preparado agora, e só começa a chegar ao mercado em novembro, comentou. O cerealista observou ainda que, além da reação do consumo, a procura por sementes para o plantio também contribui para o aumento dos preços do feijão.


