Curitiba - Os preços do álcool e da gasolina caíram significativamente para o consumidor, nesta semana. A queda foi ainda maior no valor do álcool devido a safra da cana-de-açúcar. Em Curitiba, o litro do álcool varia entre R$ 1,25 e R$ 1,49, enquanto que a gasolina entre R$ 2,25 e R$ 2,59, segundo o Sindicato do Comércio Varejista e Derivados do Petróleo (Sindicombustíveis-PR). Em Maringá, o álcool chegou a ser vendido ontem a R$ 0,95, preço que segundo a entidade reflete ilegalidade, seja por fraude fiscal ou abuso de poder econômico.
''Esse preço é cerca de 20% abaixo do custo. O preço do álcool na usina é R$ 0,62, fora os tributos e o frete. O litro do álcool chega a R$ 1,12 nos postos'', informa o presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese, acrescentando que os preços dos combustíveis praticados em Maringá e Curitiba são artificiais. ''Digo sem medo de errar que não são preços reais. São algumas praças irregulares do mercado, com oscilações bruscas de preços que não podem ser mantidos'', explica ele.
De acordo com Fregonese, algumas ações estão monitorando o mercado de combustíveis no Paraná e denunciando irregularidades às autoridades. ''O consumidor não pode deixar de pedir nota fiscal. Preço muito baixo é indício de irregularidade, que pode ser sonegação ou mesmo adulteração do combustível'', alerta ele, dizendo que, em Londrina, onde o preço médio do álcool é R$ 1,49 e da gasolina é R$ 2,47, existe uma política das distribuidoras em se cobrar mais dos postos, situação de mercado que ainda precisa ser resolvida na região.
Por isso mesmo não se pode comparar os preços do álcool comercializado em Londrina com os de Curitiba, até porque a média de venda de Curitiba é maior do que a de Londrina, o que interfere no preço final. ''São mercados diferentes. Desde novembro de 2006, Londrina tem suportado intervenções no mercado que fizeram o revendedor ter menos condições de oscilar preços do que outros mercados devido a um termo de ajustamento de conduta que mantém os preços estáveis e em queda'', esclarece.
O consumidor não deve esperar que os preços caiam ainda mais nas próximas semanas. Fregonese aposta que o aumento de 2% de álcool anidro na gasolina, previsto a partir de 1º de julho, diminuirá a oferta de álcool no mercado e naturalmente ocorra a alta nos preços do combustível. E o preço da gasolina pode aumentar à tiracolo. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos também prevê alta dos combustíveis com o aumento da margem de lucro dos postos, que há alguns meses está abaixo do normal, que é entre 9% e 10%.

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